Wilton Junior / Estadão
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Crivella assinará decreto para prefeitura ter rapidez em situações de emergência causadas por chuva

Assim que o município entrar em estágio de atenção, o prefeito e os secretários se reunirão para definir rapidamente ações em pontos estratégicos para minimizar os efeitos do temporal; cidade do Rio de Janeiro está há mais de 30 horas em estágio de crise

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 06h46
Atualizado 10 de abril de 2019 | 08h37

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse na terça-feira 9 que pretende editar decreto com o novo protocolo a ser seguido pelos órgãos municipais em situações de emergência provocadas por forte chuva na cidade. Assim que o município entrar em estágio de atenção, Crivella e os secretários se reunirão para definir, de imediato, ações em pontos estratégicos com as equipes da prefeitura, que buscarão minimizar os efeitos do temporal.

De acordo com o prefeito, será decidido por exemplo, onde colocar as equipes da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), as da Conservação, o pessoal de drenagem, enfim, todas que serão necessárias. "Vamos fazer até um decreto sobre isso: colocar as equipes nas ruas já no estágio de atenção, em vez de tomar essa decisão quando as coisas se configuram com mais clareza", afirmou.

Crivella admitiu que esse novo protocolo já deveria ter sido implementado nas chuvas anteriores, como as que ocorreram nos dias 6 e 7 de fevereiro e deixaram seis mortos. "Já tinha pensado nisso, na crise que tivemos na vez passada. Infelizmente, não a implementamos como deveríamos. Agora, vai fazer parte de um protocolo, de um decreto."

Outra decisão anunciada pelo prefeito foi a de triplicar as equipes de conservação encarregadas da drenagem de ralos e bueiros. O aumento de equipes começará este ano e será concluído até o fim de 2020. Crivella lamentou as mortes ocorridas em decorrência do temporal de segunda-feira - ao menos 10 confirmadas até agora.

"Lamentamos profundamente as mortes que ocorreram e que nos levam, mais uma vez, a fazer um apelo às pessoas: não saiam de casa se não houver realmente necessidade; não toquem em nada que esteja eletrificado; se identificarem na sua casa qualquer fissura ou rachadura, sobretudo na estrutura, nas colunas, vigas e lajes, por favor, liguem para o 1746, para que a gente possa mandar o nosso pessoal da Defesa Civil verificar se há qualquer tipo de risco de desabamento", disse Crivella.

30 horas em estágio de crise

O Rio de Janeiro está em estágio de crise desde a noite de segunda-feira - há mais de 30 horas - por causa do temporal. A previsão para esta quarta é de chuvas fracas a moderadas com possibilidade de pancadas fortes em alguns momentos.

As chuvas foram as mais fortes dos últimos 22 anos, segundo o Climatempo. Nesta madrugada, os bairros mais atingidos foram Ilha do Governador, com 69,2 milímetros de chuvas, e Tijuca, com 44,8 mm. / Agência Brasil

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