FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Crivella confirma corte de verbas para escolas de samba do Rio em 2020

Cada uma das 14 agremiações da elite recebeu R$ 500 mil em 2019. Sob protesto das escolas, prefeito já defendia fim da subvenção

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2019 | 21h08

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), confirmou nesta sexta-feira, 30, que não vai dar nenhum dinheiro às escolas de samba da elite para o desfile do próximo carnaval. Antes da exibição de 2019, cada uma das 14 agremiações da elite recebeu R$ 500 mil. Até 2016, durante a gestão de Eduardo Paes, então no MDB e hoje no DEM, essa subvenção chegou a R$ 2 milhões por escola.

Desde o carnaval deste ano Crivella vinha defendendo o fim da subvenção, que era esperada - embora sob protestos - pelas escolas de samba. Em 2020, serão 13 as agremiações a desfilar no grupo de elite - em 2019, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense foram rebaixadas e Estácio de Sá ganhou a segunda divisão e foi alçada ao Grupo Especial.

“As escolas do Grupo Especial não vão mais receber subvenção da prefeitura, que decidiu que não vai dar mais subvenção para nenhum evento que cobre ingresso. Então permanece o réveillon, permanece o carnaval de rua da (avenida) Intendente Magalhães (onde desfilam as escolas a partir da terceira divisão), permanecem outros eventos da cidade”, afirmou Crivella, na manhã desta sexta-feira. “Mas os (eventos) que cobram ingresso, como o Rock in Rio, o carnaval da Sapucaí e outros que têm renda, esses não vão receber mais subsídios da prefeitura”, garantiu.

Segundo o presidente da empresa municipal de turismo (Riotur), Marcelo Alves, a prefeitura deve investir R$ 29 milhões no carnaval: “Para as escolas dos grupos B, C, D e E, vamos manter os valores das subvenções repassadas para o carnaval deste ano. Para as escolas da Intendente foram cerca de R$ 2 milhões, e já temos garantido R$ 27 milhões para a realização do carnaval de rua. Continuamos em conversas com empresas que querem investir, colocar sua marca no carnaval do Rio, que é um evento que reúne sete milhões de pessoas”, disse Alves.

A dúvida permanece sobre as escolas da Série A, a segunda divisão do carnaval carioca. Essas agremiações também desfilam no sambódromo, em eventos cobrados, mas o ingresso é muito mais barato e as fontes de renda dessas escolas são muito mais restritas do que as das agremiações da elite. Diretores das escolas dizem que a Riotur havia se comprometido a manter a subvenção a elas, mas, nos termos em que Crivella se manifestou nesta sexta-feira, a verba para elas também acabou.

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