Wilton Junior/Estadão
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Delegacia do Rio pede prorrogação de prisão temporária de ativistas

Manifestantes foram presos no último sábado, 11, para evitar que participassem de atos no dia da final da Copa, no domingo, 12

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

16 de julho de 2014 | 11h56

RIO - A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) pediu à Justiça nesta quarta-feira, 16, a prorrogação da prisão temporária de cinco pessoas que estão no Complexo de Bangu desde sábado, 11, sob a acusação de formação de quadrilha, por participar de manifestações de rua. Caso a Justiça defira, eles ficarão mais cinco dias presos. São elas: Eliza Quadros Pinto Sanzi, conhecida como Sininho; Tiago Teixeira Neves da Rocha; Eduarda Oliveira Castro de Souza; Camila Aparecida Rodrigues Jourdan; e Igor Pereira D' Icarahy.

Doze pessoas que foram presas no mesmo dia serão liberadas, uma vez que a Justiça acatou pedidos de habeas corpus e relaxamento de prisão delas. Segundo o desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal, que mandou soltá-los nesta terça-feira, 15, não havia fundamentos para a decretação da prisão. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que faltam chegar documentos para a soltura.

A prisão foi decretada para evitar que os ativistas participassem de protestos na final da Copa do Mundo, no domingo, 13. Um dos argumentos usados pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal, para a prisão temporária é de que havia "sérios indícios" de que estava sendo planejada "a realização de atos de extrema violência".

Ao anunciar as prisões, o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que o objetivo da operação de cumprimento dos mandados era evitar atos violentos no dia da final.

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