Delegada é encontrada morta dentro de casa na zona oeste do Rio

Tatiane Damaris atuava na 36ªDP e havia recebido ameaças de milicianos; Polícia ainda não divulgou circunstâncias da morte

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

23 Outubro 2014 | 15h48

Atualizada às 22h05

RIO - A delegada Tatiene Damaris Sobrinho Damasceno Furtado, que trabalhava como adjunta na 36.ª DP, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, foi encontrada morta na cozinha de sua casa, em Realengo, na mesma região da cidade, por volta das 12h30 desta quinta-feira, 23. Segundo a Polícia Militar, o corpo não tinha marcas de tiros nem facadas, mas apresentava hematomas.

Não havia sinais de arrombamento nas portas da casa. Tatiene era casada e tinha dois filhos - uma adolescente de 17 nesta quinta-feira, antes do crime: no início da manhã, um veículo escolar foi buscar a filha da delegada. Logo depois, o marido dela saiu em seu Fox preto. Às 12h30, ele voltou para casa e disse à polícia ter encontrado a mulher já morta. Então chamou a polícia. O marido foi encaminhado à Divisão de Homicídios, onde prestou depoimento. 

Agentes afirmam que a delegada estava sofrendo ameaças de um grupo de milicianos. O bairro de Santa Cruz, em cuja delegacia ela atuava desde agosto, é um dos principais redutos de milícias. Em Realengo, não há registro de milícias, mas supostos traficantes chegaram a soltar fogos de artifício, ontem, quando a polícia chegou para investigar o caso.

A Divisão de Homicídios instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte da delegada. Segundo a Polícia Civil, foi feita perícia e agentes já solicitaram imagens de uma câmera de segurança instalada a 100 metros da casa da delegada. Por enquanto, a polícia não descarta nenhuma hipótese. A Divisão de Homicídios convocou os delegados da região para uma reunião emergencial.

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