Delegado acusado de assaltar empresário é preso

Paulo Sérgio Cardozo Figueiredo e mais dois bombeiros se disfarçaram de policiais para cometer o crime

Marcelo Auler, do Estadão,

30 Agosto 2007 | 19h16

Agentes do Setor de Inteligência da Polícia Federal do Rio prenderam nesta quinta-feira, 30, andando pelas ruas do centro de Cabo Frio, município na Região dos Lagos, o delegado federal aposentado Paulo Sérgio Cardozo Figueiredo que participou do assalto ao empresário M.A.S., no último dia 15. O assalto foi fotografado pela reportagem do Estadão e dele participaram ainda os bombeiros Tito Lívio de Paiva Franco e Antônio Lázaro da Silva França, vestidos de agentes da Polícia Federal. Estes dois foram reconhecidos pelas fotos e estão presos.   A identificação do delegado Figueiredo como participante do assalto foi feita pela Polícia Federal. Foi ele quem esteve em Saquarema, na véspera do assalto, comprando o carro Honda Civic que interceptou o carro do empresário na Barra da Tijuca. Desde o dia 23 de agosto, quando a Polícia Civil divulgou a sua foto para a imprensa, Figueiredo deixou o Rio e foi para a Região dos Lagos . Antes de localizá-lo em Cabo Frio, os agentes federais já tinham realizado diligências em Saquarema e em Búzios, cidades vizinhas a Cabo Frio.   Levado para o Rio de Janeiro, ele prestou depoimento à tarde e foi encaminhado para a Polinter. Os agentes do setor de inteligência estão rastreando as ligações feitas pelo celular que ele utilizava até o dia do assalto, assim como os aparelhos dos dois bombeiros, pois acreditam que a quadrilha tem outros participantes, possivelmente policiais civis do Rio.   Figueiredo era foragido da Justiça desde 2004 quando foi condenado, com o agente federal Delcir Pereira de Alvim e o empregado da Embratel, Luiz Claudio Mendes dos Santos, pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti (Baixada Fluminense), por extorsão qualificada ao empresário C.A.T.L., sócio de uma empresa de equipamentos hospitalares. Ele também foi denunciado, em 2002, por ter extorquido o ex-gerente Executivo do INSS, Luiz Claudio Giorno, que depois foi preso por fraudes contra o INSS.   Segundo Giorno admitiu na época, antes de ser preso, o delegado aposentado, sob ameaça de o denunciar pelas fraudes, lhe levou dois carros e R$ 200 mil.   Matéria ampliada às 19h57

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