Delegado baleado no Rio investigava caso Priscila Belfort

Alexandre Neto também foi o responsável por dossiê contra corrupção policial, ganhando notoriedade

Nilson Brandão Júnior,

02 Setembro 2007 | 17h41

A notoriedade alcançada nos últimos anos pelo delegado-adjunto da Divisão Anti-Seqüestro, Alexandre Neto, está diretamente ligada ao combate à corrupção policial e à atuação em investigações de grande repercussão, como o desaparecimento da universitária Priscila Belfort, irmã do lutador de vale-tudo Vítor Belford.   Delegado leva quatro tiros na porta de seu prédio no Rio   A autoria do dossiê que deflagrou, no ano passado, uma investigação federal para apurar irregularidades cometidas por inspetores ligados ao ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins é atribuída a Neto.   Os inspetores ficaram conhecidos como o "grupo dos inhos", por serem conhecidos pelo diminutivo de seus nomes. Policiais deste grupo foram presos na Operação Gladiador, da Polícia Federal (PF), desencadeada em dezembro do ano passado, para investigar a máfia dos bingos e máquinas caça-níqueis. Foram presas 19 pessoas, das quais 13 policiais civis.   Meses depois do início da operação, a deputada federal Marina Maggessi (PPS/RJ), inspetora licenciada da polícia, foi flagrada em escuta telefônica, sugerindo que o delegado da polícia mereceria ser alvo de "um monte de tiros nos cornos". Maggessi e o delegado adjunto da DAS iniciaram um debate público em abril. Neto polemizou e tratou do assunto num dos artigos que escreveu, publicado no mesmo mês.   "Os diálogos obtidos a partir das investigações da Polícia Federal do chamado grupo dos 'inhos' dão a dimensão do envolvimento destes com o ex-chefe de polícia e a verdadeira noção da teia institucional que se formou a partir de tal perigosa ligação, que alcançou os poderes Executivo, legislativo e Judiciário, além do próprio Ministério Público, desnudando ainda o 'intocável' perfil da inspetora de polícia - e atual deputada federal - que diz ter prendido os maiores marginais do Rio de Janeiro durante os governos da família Garotinho", registra um artigo publicado no Globo.   No mesmo artigo, afirma que "não à toa" a inspetora foi indicada para cargos importantes na Polícia Civil do Estado e diz que "as grandes `canas' que a inspetora diz ter patrocinado não resolveram o problema do estado, mas certamente resolveram o seu, pois hoje ela é deputada federal".

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