Delegado da PF é acusado de assalto a empresário na Barra

Segundo a polícia, Paulo Sérgio Figueiredo foi reconhecido ao usar roupas da PF durante ação no Rio

Marcelo Auler, do Estadão,

22 de agosto de 2007 | 12h23

Agentes do setor de inteligência da Polícia Federal e policiais civis da delegacia da Barra da Tijuca (16º DP), na zona oeste do Rio, já estão nas ruas à procura do delegado federal Paulo Sérgio Figueiredo, aposentado, que já foi reconhecido como o terceiro participante do assalto a um empresário na Barra, há uma semana.   A ação foi flagrada por um fotógrafo do Estadão. Junto com esse delegado, agiram dois bombeiros vestidos com roupas da PF. Eles já estão presos. Há pelo menos uma quarta pessoa envolvida, que esteve com Paulo Sérgio em Saquarema na véspera do crime, dia 14, para comprar do programador de informática Abel Gomes da Silva o carro Honda Civic (placa JMS 2200, de Salvador). O carro foi usado no assalto e abandonado pouco tempo depois na Barra.   A polícia considera provável que a quadrilha seja ainda maior e que já atue há algum tempo com este tipo de assalto, sempre se fazendo passar por policiais federais. Na terça-feira, 21, os bombeiros Tito Lívio de Paiva Franco e Antônio Lázaro da Silva França foram à 16ª Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca (zona oeste), e embora afirmassem que só falariam diante do juiz sobre a participação no roubo e tentativa de seqüestro do empresário M.A.S. no dia 15, quando foram flagrados pela reportagem do Estadão, deram mais detalhes sobre o terceiro suspeito.   "Eles colaboraram de forma 'inoficiosa', mas não quiseram se comprometer no depoimento oficial por estratégia de defesa. Os dois, principalmente o Tito, revelaram alguns fatos novos que podem ajudar a chegar ao terceiro componente da quadrilha", disse o delegado Nogueira Pinto logo após o depoimento deles, na terça. Os dois chegaram a delegacia com os rostos escondidos sob os casacos e protegidos por agentes do Grupamento Especial Prisional do Corpo de Bombeiros. França chegou a usar o casaco oficial do Corpo de Bombeiros para esconder o rosto após prestar depoimento.   A dupla, que também responde a inquérito na Polícia Federal por utilização indevida de símbolos nacionais, negou a participação no seqüestro para extorsão do dono de uma padaria na zona sul carioca. "Eles riram e disseram que não sabiam o motivo do senhor ter reconhecido eles como dois dos quatro integrantes da tentativa de extorsão", declarou Nogueira Pinto.   Os bombeiros, que primeiro afirmaram que o homem se chamava Diego, mudaram a versão e disseram que ele dizia se chamar Paulo Figueiredo e forneceram um falso endereço do suspeito onde a polícia nada encontrou. O delegado, que diz ter a "identificação parcial" do criminoso, apontado por ele como "o articulador da quadrilha" disse que "três notícias novas" podem levar a prisão do bandido esta semana.

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