Polícia Civil/AFP
Polícia Civil/AFP

Denunciados pela morte de Marielle devem ficar em silêncio durante depoimento

Presos desde terça-feira, suspeitos serão ouvidos pela polícia nesta sexta

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2019 | 22h18

RIO - Detidos desde a última terça-feira, 12, os dois denunciados pela morte da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa e Elcio Queiroz, chegaram na tarde desta quinta-feira, 14, à Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca (zona oeste), após participarem de audiência de custódia em que a Justiça decidiu mantê-los presos.

Lessa e Queiroz vão prestar depoimento sobre o assassinato de Marielle, mas isso só deve ocorrer na manhã de sexta-feira, 15. A expectativa é que os dois permaneçam em silêncio, como a lei permite, sem responder a nenhuma pergunta dos policiais civis.

Após os depoimentos, Lessa e Queiroz devem ser recolhidos ao presídio de Bangu 1, no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.

Nas investigações sobre as mortes de Marielle e do motorista Anderson Gomes, no entanto, Lessa é apontado como autor dos 13 disparos. Queiróz, por sua vez, estaria ao volante do Cobalt Prata. Lessa e Élcio também foram denunciados pela tentativa de assassinato de Fernanda Chaves, a assessora da vereadora que também estava no carro mas sobreviveu ao ataque.

Os advogados de Lessa e Queiróz dizem que seus clientes são inocentes. Eles descartaram a hipótese de seus clientes fazerem uma delação premiada para apontar os mandantes do crime – hipótese levantada pelo governador do Rio, Wilson Witzel.

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