Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Após megaoperação, Maré segue com policiamento reforçado

Com o apoio do Exército, 200 agentes de segurança ocuparam na madrugada desta quinta-feira a Vila do João, no Complexo da Maré; foi lá onde ocorreu o ataque a tiros à Força Nacional de Segurança na quarta

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2016 | 11h51

RIO - Depois da megaoperação desta quinta-feira, 11, o Complexo da Maré segue com policiamento reforçado nesta sexta-feira, 12. A Polícia Militar informou que não há operação em andamento. O Ministério da Justiça, procurado desde cedo pelo Estado, não respondeu se a Força Nacional está nas comunidades do conjunto.

Na tarde de quarta-feira, uma equipe da Força Nacional de Segurança foi atacada por traficantes no complexo. O soldado Hélio Andrade, de 35 anos, foi baleado na testa, e morreu na noite desta quinta.

Com o apoio do Exército, 200 agentes de segurança - entre integrantes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (unidade de operações especiais e Contra-Terrorismo), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio e da força de elite da Força Nacional de Segurança - ocuparam nesta quinta a Vila do João, na Maré, de madrugada. Foi onde ocorreu o ataque a tiros à FNS.

Eles buscaram os dois autores dos tiros já identificados e os três homens apontados como chefes do tráfico: Thiago da Silva Folly, o TH, Alexandre Ramos do Nascimento, o Pescador, e Paulo Sergio Medeiros da Cunha, o Paulinho PL. O Disque-Denúncia oferece uma recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à prisão deles. Foram utilizados blindados e helicópteros.

Ninguém foi preso. Foram recuperados quatro carros e uma pistola de ar comprimido e apreendidos munições, 158 papelotes de maconha, que seriam vendidos a R$ 100 cada; 301 sacolés de cocaína que custariam R$ 5 e R$ 10; 80 sacolés e 580 pinos de cocaína de R$ 50 cada; 40 trouxinhas de maconha.

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