Desocupação de condomínio do Minha Casa invadido é adiada

Desocupação de condomínio do Minha Casa invadido é adiada

Segundo PM, a oficial de Justiça que entregaria o pedido de reintegração  'foi requisitada pelo juiz'; não há previsão de nova data 

Thaise Constancio, O Estado de S. Paulo

17 de novembro de 2014 | 11h44

RIO - A desocupação do Residencial Guadalupe, no bairro de mesmo nome na zona norte do Rio de Janeiro, que estava prevista para a manhã desta segunda-feira, 17, foi suspensa. Segundo o tenente-coronel Luiz Carlos Leal, comandante do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá), a oficial de Justiça que entregaria o pedido de reintegração de posse do condomínio do programa Minha Casa Minha Vida "foi requisitada pelo juiz". Não há previsão de nova data para a desocupação, que já dura uma semana.

Os ocupantes prometeram sair de forma pacífica, mas aguardam a chegada do documento oficial. Sete policiais, uma viatura da Polícia Militar e um veículo blindado da PM, conhecido como Caveirão, estão em frente ao condomínio para impedir a entrada de outras pessoas.

O condomínio foi construído perto do Complexo do Chapadão, um conjunto de favelas que ainda não foi pacificado. Do lado do condomínio, que ficou oito meses vazio aguardando a documentação para que as famílias de baixa renda sorteadas pudessem morar, ainda há casas de palafita.

As paredes do condomínio estão pichadas com símbolos da facção Comando Vermelho (CV). Os apartamentos seriam entregues em dois meses.

A ordem de reintegração de posse foi expedida na quinta-feira, 13, pelo juiz Paulo José Cabana de Queiroz Andrade, da 1ª Vara Cível da Regional da Pavuna. Entre as exigências, estão a identificação dos ocupantes e que a empresa BR4 seja a "depositária dos bens que os invasores se recusarem a retirar do local".

Caso sejam encontradas armas e drogas, o material deve ser encaminhado para a 31ª Delegacia de Polícia (Ricardo de Albuquerque), onde o caso foi registrado.

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