Dez são indiciados por morte de fotógrafo em frente a hospital do Rio

Vítima sofreu enfarte dentro de ônibus e foi levada até a porta do Instituto Nacional de Cardiologia, onde não recebeu atendimento

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2014 | 18h16

RIO - O diretor geral do Instituto Nacional de Cardiologia, José Leôncio de Andrade Feitosa, e outros nove funcionários do hospital situado em Laranjeiras, na zona sul do Rio, foram indiciados por homicídio doloso (intencional) por causa da morte do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos, em 2 de junho.

Marigo estava dentro de um ônibus quando sofreu um enfarte e começou a se sentir mal. O motorista do coletivo então desviou da rota que faria para levar o passageiro até o hospital mais próximo, o Instituto Nacional de Cardiologia. Chegou lá e subiu com o veículo na calçada, para que o passageiro fosse socorrido rapidamente sem interromper o trânsito na via. 

Outros passageiros alertaram funcionários do INC sobre a gravidade do caso, mas, em vez de prestar atendimento imediato, os funcionários da unidade de saúde orientaram as pessoas a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Marigo acabou morrendo dentro do ônibus, antes da chegada dos socorristas.

O inquérito que investigou a responsabilidade pela morte do fotógrafo foi concluído na última sexta-feira pelo delegado Roberto Gomes, da 9ª DP (Catete). O documento que responsabiliza dez funcionários do INC foi encaminhado ao Ministério Público, que vai avaliar se denuncia à Justiça ou não os acusados pela morte.

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