Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Operações de segurança na Rocinha e outras favelas já deixaram 16 mortos

Balanço das Forças Armadas aponta 53 presos e 98 armamentos apreendidos; entre eles, 29 fuzis

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 13h14

RIO - Em 24 dias de operação na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, e em outras comunidades, na zona norte, em decorrência da guerra entre facções no morro, as forças de segurança prenderam 53 pessoas, apreenderam 11 menores, recuperaram 98 armamentos, sendo 29 fuzis, 3.879 munições e 158 carregadores de armas, e localizaram duas toneladas de drogas. Dezesseis pessoas morreram em confrontos. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira, 11, pelas polícias do Rio e as Forças Armadas, em entrevista conjunta. 

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Na operação desta quarta, policiais do Batalhão de Choque prenderam mais um traficante na Rocinha, Mateus Lima, de 19 anos. Também foram pedidas à Justiça mais 34 prisões, além de 54 mandados expedidos anteriormente (16 dos quais, cumpridos). Os crimes atribuídos são tentativa de homicídio qualificado, dano, roubo,  associação ao tráfico e resistência qualificada.

As forças de segurança, porém, não informaram especificamente qual foi o resultado das operações conjuntas do Exército, Marinha e Aeronáutica e polícia realizadas na terça-feira, 10 e nesta quarta. A ação envolve cerca de mil agentes, entre militares e policiais, que não devem permanecer na favla na quinta-feira, 12.

Rogério 157

As autoridades também não deram informações sobre as buscas a Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que lidera o tráfico na Rocinha, para que o trabalho não seja prejudicado. 

"Não é fácil (prendê-lo). Ao longo de sua história, a Polícia Civil já se deparou inúmeras vezes com situações como esta, e sempre deu a resposta à sociedade", disse o subsecretário de Comando e Controle do Estado, Rodrigo Alves. Segundo ele, há muitas informações desencontradas sobre o paradeiro de Rogério. "Ele se tornou onipresente, está em todos os lugares. Cabe a nós filtrar (os informes)".

O comandante da Unidade de Polícia Pacificadora  (UPP) da Rocinha, major Daniel Neves, disse que "toda a extensão da comunidade" é patrulhada, e que não houve "perda de território" com a guerra de facções que deu origem, no dia 18 de setembro, às ações da segurança. "Já patrulhávamos toda a extensão da comunidade; agora, com a ajuda das tropas federais, conseguimos fazer isso em diferentes áreas simultaneamente". O custo total das operações das Forças Armadas não foi divulgado.

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