Dispensar escolta foi 'opção pessoal' de diretor do Bangu 3

Segundo o Secretário de Segurança do Rio, havia veículos blindados à disposição do tenente-coronel

Felipe Werneck, Agência Estado

16 Outubro 2008 | 20h21

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou ontem que foi "um opção pessoal" do diretor de Bangu 3 dispensar escolta policial. Segundo Beltrame, havia veículos blindados à disposição do tenente-coronel, mas ele "não fez questão" de usá-los. "O tipo de carro e o número de escoltas é um serviço que fica à disposição. Isso fica na liberalidade de quem quiser. Se ele quisesse (...) Na minha secretaria é sempre disponibilizado", disse.   Segundo o secretário, há duas linhas de investigação definidas. "(O crime) está relacionado com a função. Mas é importante manter as coisas em sigilo, não podemos tornar hipóteses públicas. É uma questão de profissionalismo não revelar mais nada."   O ministro da Justiça, Tarso Genro, classificou o assassinato de "uma ousadia dentro da barbárie". "Atacar uma autoridade e assassiná-la, pelas informações que eu tenho um servidor exemplar, demonstra o grau de cinismo e violência a que chegou o crime organizado no Rio. É crime típico de quadrilha organizada", declarou.   O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) não deu entrevista após o evento que teve a participação de Tarso e Beltrame, no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Em discurso, disse que o crime foi "uma situação de covardia e de barbárie", e pediu, "em vez de um minuto de silêncio, uma salva de palmas" para o coronel  

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