Polícia Militar
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Disputa entre traficantes ainda causa tensão em Macaé

Ônibus voltaram a circular nesta quarta, mas não trafegam em cinco bairros; PM foi morto durante confronto na terça

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2018 | 19h41

RIO - Um dia após confrontos entre traficantes e destes com a Polícia Militar, que resultaram na morte de um PM e no incêndio de três ônibus, a cidade de Macaé, no norte fluminense, vive nesta quarta-feira, 10, um dia de menos tensão, mas ainda com reflexos do tumulto desta terça-feira, 9. Os ônibus municipais, que chegaram a ser recolhidos na terça, voltaram a circular às 5 horas desta quarta-feira, 10, mas não estão entrando em cinco bairros: Malvinas, Botafogo, Lagomar, Nova Holanda e Fronteira.

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As escolas municipais que funcionam nesses bairros também permaneceram fechadas nesta quarta - não há aulas, mas elas estão recebendo matrículas dos interessados.

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Os confrontos de terça-feira começaram depois que cerca de 100 policiais militares iniciaram uma operação para prender traficantes em três bairros da cidade: Lagomar, Aroeira e centro.

Ainda na manhã de terça, o cabo José Renê Araújo Barros, de 35 anos, que trabalhava no batalhão da PM de Macaé, foi atingido por um tiro na cabeça, durante confronto com criminosos na comunidade Lagomar, e morreu. O enterro dele estava previsto para ocorre na tarde desta quarta-feira em Itaperuna, no noroeste fluminense, onde o PM nasceu.

Outras cinco pessoas foram baleadas, mas não correm risco de morte. Duas foram liberadas do hospital na própria terça.

A PM apreendeu um fuzil, munições, celulares, nove rádios e uma faca, tudo na comunidade Lagomar. Até as 17h30 desta quarta, não havia registro de pessoas presas.

 

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