Polícia Militar
Polícia Militar

Disputa por controle de comunidade faz Macaé viver dia de terror

Confrontos no Lagomar terminaram com um policial militar morto, quatro ônibus incendiados e comércio fechado antes da hora

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 23h17

RIO - Intensos confrontos entre traficantes de facções rivais pelo controle do comércio de drogas em um bairro de Macaé, município do norte fluminense, terminaram com um policial militar morto, quatro ônibus incendiados e comércio fechado antes da hora, nesta terça-feira, 9.

+++ Macaé quer renascer com os novos leilões

Pela manhã, o cabo José Renê Araújo Barros, de 35 anos, morreu após ser baleado na cabeça durante um confronto com traficantes na comunidade chamada Lagomar.

+++ Em vídeo, criminosos ostentam fuzis e armas de guerra na Maré; veja

"O militar estava em uma operação para reprimir ações criminosas de facções rivais pela disputa de ponto de drogas na comunidade Lagomar, em Macaé. O policial foi ferido e infelizmente não resistiu, falecendo enquanto era socorrido para a unidade de saúde mais próxima", informa nota divulgada pela PM.

+++ Criminosos explodem quatro bancos em três dias no Estado do Rio

Foi o quarto policial militar morto no Estado do Rio neste ano.

Durante os confrontos - tanto dos traficantes entre si como deles contra a PM - pelo menos outras cinco pessoas se feriram e buscaram atendimento nos hospitais da cidade. Até a noite desta terça, duas tinham recebido alta.

À tarde, quatro ônibus foram incendiados, a maioria nas imediações do Lagomar. A prefeitura autorizou as empresas de ônibus a não circular pelas ruas da comunidade, limitando-se a chegar a um terminal na divisa do bairro. Comerciantes do bairro e até do centro de Macaé decidiram fechar suas lojas antes do horário habitual (18 horas).

A PM de Macaé recebeu reforços dos batalhões de Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Santo Antônio de Pádua, municípios vizinhos, além de dois helicópteros da própria corporação. Até a noite desta terça não havia registro de presos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.