Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Dois adolescentes são condenados pela morte de ciclista no Rio

Juíza concluiu que o primeiro adolescente apreendido, de 16 anos, e o último, de 17 anos, tiveram participação no crime

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2015 | 18h04

RIO - Dois dos três adolescentes apreendidos durante as investigações sobre a morte do médico Jaime Gold foram condenados nesta segunda-feira, 29, pela juíza Michelle de Gouvêa Pestana Sampaio, da Vara da Infância e Juventude da capital fluminense. A magistrada considerou que o primeiro adolescente apreendido, de 16 anos e morador de Manguinhos, comunidade da zona norte, e o último, um morador do Jacarezinho de 17 anos, tiveram participação no crime.

 

De acordo com a sentença, os dois jovens deverão cumprir medidas socioeducativas em unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), onde já estão acautelados. A internação, seguindo o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, será reavaliada a cada seis meses, para acompanhar o progresso dos adolescentes. 

O segundo garoto, de 15 anos, apreendido por agentes da Divisão de Homicídios, foi absolvido. Ele acabou confessando o crime à Justiça e em depoimento à Polícia Civil, assim como o mais velho dos três. Já o jovem de 16 anos negou participação no caso e foi inocentado pelos outros dois, mas reconhecido pela única testemunha ocular da morte do médico, um frentista de 28 anos que trabalhava em um posto de gasolina próximo à Curva do Calombo, na Lagoa. 

O Ministério Público já avisou que não vai recorrer da sentença. A defesa dos dois culpados têm até 10 dias para entrar com recurso. A equipe de advogados que atende o jovem de 16 anos vai recorrer da decisão, classificada como "absurda". "O segundo adolescente é o que dava mais detalhes da empreitada. A nossa ideia é recorrer. A gente está confiante que o Tribunal de Justiça vai desconstruir isso (a sentença)", afirmou um dos três advogados de defesa do primeiro apreendido, Djefferson Amadeus. 

A Defensoria Pública, que defende os outros dois garotos, ainda não se manifestou sobre o caso.

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