Dois angolanos são detidos com cápsulas de cocaína no Rio

Nganga e Macunda, mesmo depois de expelir as cápsulas da droga, negaram envolvimento com o tráfico

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

09 de dezembro de 2007 | 17h28

Dois angolanos foram presos no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no sábado, 8, com cápsulas de cocaína no estômago, quando tentavam embarcar para Angola.  O pastor evangélico Amado Nganga, de 39 anos, e o escriturário Adão Neto Macunda, de 38, chamaram a atenção dos agentes federais por causa do comportamento: suavam muito e aparentavam tensão e nervosismo. Além disso, tinham as pupilas dilatadas e expressão de desconforto, comuns aos "engolidos", como são conhecidos os que levam a droga para fora do país no próprio corpo. Este é o quinto caso em uma semana de angolanos presos por terem ingerido drogas.   Abordados pelos policiais federais, Nganga e Macunda negaram envolvimento com o tráfico de drogas. Os angolanos não tinham bagagens e vestiam-se de forma simples, mas alegaram que estavam no Brasil a passeio. Os agentes, então, levaram os angolanos para um hospital público onde foi feita uma radiografia abdominal que revelou a presença das cápsulas. Logo depois do exame, os presos começaram a expelir a droga.   Nganga e Macunda continuaram negando o tráfico e recusaram-se a dizer para quem entregariam a cocaína. Eles permanecem internados em hospital não revelado pela assessoria de imprensa da Polícia Federal, até que toda a droga seja expelida. Quando receberem alta, serão transferidos para o Presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte. Eles serão processados por tráfico de drogas, cuja pena varia de cinco a 15 anos de prisão.

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