WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Dois PMs envolvidos no caso Amarildo são condenados por corromper testemunhas

Justiça Militar determinou quatro anos de prisão para major e soldado nesta quinta

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2017 | 23h30

RIO - O major Edson Raimundo dos Santos e o soldado Newland de Oliveira foram condenados pela Justiça Militar nesta quinta-feira, 22, a quatro anos de prisão cada um por corromper duas testemunhas no caso do sumiço do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza. 

Amarildo morava na favela da Rocinha, na zona sul do Rio, e desapareceu em julho de 2013, após ser conduzido para averiguação por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) situada na comunidade. Embora a polícia tenha concluído que Amarildo morreu, seu corpo nunca foi localizado. O major já havia sido condenado a 13 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual.

Outros dois acusados de corromper essas testemunhas, o tenente Luiz Felipe de Medeiros e o soldado Bruno Medeiros Athanazio, foram absolvidos no julgamento desta quinta-feira. 

A absolvição de Medeiros foi pedida pelo Ministério Público, que acusou os outros três policiais de dar dinheiro a duas testemunhas para que afirmassem à Polícia Civil que traficantes da Rocinha haviam matado Amarildo. Essas testemunhas são mãe e filho, que estão desaparecidos desde 2014. A Justiça não conseguiu localizá-los para interrogatório. 

Os advogados dos policiais alegaram cerceamento de defesa por não terem podido interrogar as testemunhas. Mas os cinco julgadores da Auditoria de Justiça Militar consideraram que as provas eram suficientes para condenar os dois PMs a dois anos de prisão para cada vítima.

 

Mais conteúdo sobre:
Amarildo de SouzaRio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.