Procurados/Divulgação
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Dois suspeitos morrem em operação na zona norte do Rio de Janeiro

Em busca do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, polícia já deteve 13 pessoas e apreendeu 14 fuzis no Morro do Chapadão

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 12h51

Atualizada às 17h08

RIO - Duas pessoas morreram e 13 foram presas numa operação policial no Morro do Chapadão, em Costa Barros, na zona norte do Rio, na manhã desta quinta-feira, 5. Cento e cinquenta agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis e outras unidades da Polícia Civil participaram da ação, que previa o cumprimento de 30 mandados de prisão. Os policiais apreenderam 14 fuzis, que estavam em um barraco no alto do morro, e recuperaram 11 veículos roubados - seis motos, um caminhão e quatro carros.

A operação começou no início da manhã. Em represália, os traficantes incendiaram dois carros na parte alta do morro. Nas vias de acesso à favela, foram montadas barreiras com lixo em chamas para dificultar a chegada dos policiais. Houve intenso tiroteio. O comércio na região ficou fechado e 19 escolas municipais, onde estudam 2.250 crianças, suspenderam as aulas.

Dois helicópteros deram apoio à operação. De um deles, policiais perceberam quando um grupo de traficantes seguiu para um barraco no alto do morro. Os agentes seguiram para o local. Houve confronto e dois suspeitos morreram. Na casa, os policiais encontraram os fuzis. Treze adultos foram detidos e três adolescentes, apreendidos.

O chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que a polícia enfrenta naquela região "um pequeno exército", bem armado. Na véspera da operação, policiais da 34.ª Delegacia de Polícia haviam prendido sete homens ligados ao traficante Celso Pimenta, o Playboy, chefe do tráfico no Complexo da Pedreira. Os criminosos faziam parte de quadrilha de roubo de carros e veículos, atividade que ajudava a financiar a compra de armas pelo bando de Playboy. "Mais dia, menos dia, seja Playboy, seja quem for, vai cair na mão da polícia", afirmou Veloso. 

Em janeiro, a recompensa oferecida pela prisão de Playboy pelo Instituto Brasileiro de Combate ao Crime passou de R$ 20 mil para R$ 50 mil, depois que ele foi acusado de comandar o roubo de 200 motocicletas de um depósito público, no dia 31 de dezembro.

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