Fabiano Rocha/Agência O Globo
Fabiano Rocha/Agência O Globo

Balas perdidas deixam doméstica morta e professora ferida no Rio

Ana Cleide Ferreira Lima, de 41 anos, foi baleada nas costas enquanto aguarda um ônibus na zona norte; docente estava no pátio de uma escola

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2015 | 17h12

RIO - Uma mulher morreu e outra ficou ferida ao serem atingidas por balas perdidas durante uma operação promovida pela Polícia Civil em Costa Barros, na zona norte do Rio, na manhã desta terça-feira, 14. A origem dos tiros não foi identificada.

A empregada doméstica Ana Cleide Ferreira Lima, de 41 anos, morreu baleada nas costas enquanto aguardava um ônibus na Rua Darvin Brandão. Ela tinha ido até lá para marcar uma consulta médica para a sogra no Posto de Saúde da Família Sylvio Frederico Brauner e esperava um coletivo para voltar para casa, no morro da Lagartixa. Após ser baleada, ela chegou a ser conduzida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Costa Barros, mas não resistiu.

Segundo familiares, a doméstica entraria em férias nesta sexta-feira, 17, e estava organizando uma festa de aniversário para uma neta, no sábado, 18. Ana Cleide deixou dois filhos e duas netas.

Minutos antes de a doméstica ser atingida, uma professora foi baleada no pátio do Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Beatriz de Souza Madeira, uma escola municipal situada na mesma rua do posto de saúde. Ela tinha ido à unidade de ensino para organizar uma festa junina. Atingida na perna, foi levada por policiais a um hospital, recebeu atendimento médico e já está em casa.

Desde o início da manhã, policiais civis da 40ª DP (Honório Gurgel) promovem uma operação para prender criminosos que integram a facção Comando Vermelho e atuam em comunidades da capital e da Baixada Fluminense. O objetivo é reprimir o tráfico de drogas e o roubo de carros e de cargas. Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no Chapadão, Honório Gurgel e Anchieta (todos na zona norte), além de Nilópolis e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Por conta da operação, 5.645 crianças de oito escolas, três creches e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) tiveram as atividades suspensas na região, segundo a Secretaria Municipal de Educação. Escolas estaduais não interromperam suas atividades.

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