Dona do restaurante Guimas é morta em assalto no Rio

Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas foi baleada na cabeça. Crime aconteceu na Gávea, a poucos metros de seu restaurante

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

17 de julho de 2014 | 15h55

Atualizada às 20h55

RIO - A empresária Maria Cristina Bittencourt Mascarenhas, de 56 anos, uma das sócias do Guimas, tradicional restaurante do Baixo Gávea, área boêmia da zona sul do Rio, foi morta com um tiro à queima-roupa na cabeça, na tarde desta quinta-feira, 17, quando tentou evitar que um ladrão levasse sua bolsa, na Praça Santos Dumont, a cerca de 150 metros do restaurante. 
A empresária havia acabado de sacar R$ 13 mil de uma agência do Bradesco ao lado do Shopping da Gávea, a poucos metros da praça. O dinheiro seria usado para pagar funcionários. O delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, acredita que os assaltantes seguiram a mulher desde a saída do banco ou eram pessoas que conheciam sua rotina. 
Zeny França, dona do BG Bar, que fica na frente do local do crime, testemunhou o homicídio. Segundo ela, o assaltante chegou na garupa de uma moto, que era dirigida por um comparsa, e puxou a bolsa de Cristina quando ela parou na frente de uma barraca de roupas. Ela ainda tentou segurar a bolsa e foi atingida pelo tiro. Os assaltantes fugiram em seguida, levando a bolsa. 

O delegado solicitou as imagens das câmeras de segurança dos prédios e restaurantes vizinhos para tentar identificar os criminosos. Só o piloto usava capacete. Durante a ação criminosa, o carregador da pistola do ladrão caiu e foi recolhido do chão por policiais. “Ele deu um único tiro na cabeça, foi um disparo covarde e cruel”, disse Barbosa. 
O crime aconteceu às 12h57, quando os restaurantes da região estavam cheios. Policiais da 15.ª DP (Gávea) almoçavam em um dos restaurantes na vizinhança da praça e chegaram rapidamente ao local do crime, mas a dupla já havia fugido. Uma equipe do Corpo de Bombeiros, que mantém uma unidade na rua atrás da praça, também chegou logo ao lugar, mas não houve tempo de prestar socorro à empresária, que morreu na hora. “Sempre ouvi falar de motoqueiros que assaltam pessoas que saem do banco, mas pela primeira vez foi um caso tão grave. Dá muita insegurança para nós, que somos empresários aqui”, disse Zeny. 
Proprietária de uma loja de doces ao lado do Guimas, uma empresária que se identificou apenas como Hilda estava visivelmente abalada. “Cristina era uma pessoa muito querida, não merecia deixar a vida assim, por um bandido que interrompe a vida das pessoas”, afirmou, chorando. 
Desde 1981. Conhecida como Tintim, Cristina deixou três filhas e duas netas. Nesta quinta, a calçada da Rua José Roberto Macedo Soares, que sempre vê filas de fregueses para o restaurante, ficou cheia de amigos, chocados com a notícia do assassinato. Até a noite desta quinta não havia informações sobre o enterro da empresária. / COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL

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