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Dublador de Harry Potter morre em tiroteio com traficantes

Policial militar trabalhava na UPP da Fazendinha, no Complexo do Alemão, área considerada como a mais perigosa do Rio de Janeiro

Carina Bacelar e Sergio Torres, O Estado de S. Paulo

30 Setembro 2015 | 16h54

Atualizado às 19h23

RIO - O dublador do personagem Harry Potter no cinema, protagonista dos filmes baseado na série de J.K. Rowling, foi morto nesta quarta-feira, 30, em um confronto com traficantes. O dono da voz do bruxinho era o policial militar Caio César Ignácio Cardoso de Melo, de 27 anos. Melo trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão, a área de UPP considerada a mais perigosa do Rio de Janeiro.

Melo patrulhava a localidade conhecida como Campo do Sargento, na comunidade Fazendinha, por volta de 11h, quando a guarnição foi atacada a tiros. Ele foi atingido e levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

Caio César Melo dublou, além de Harry Potter, mais 20 personagens, segundo consta em uma página dedicada a ele na Wikipedia. Entre eles, o personagem de Daniel Radcliffe no filme "December Boys", o TK do desenho animado "Digimon" e o Diego da série "Rebelde". 

Nas redes sociais, páginas dedicadas a dubladores lamentavam a morte do PM. "Acabamos de receber a triste notícia que o dublador Caio César, que também exercia a profissão de policial, levou um tiro no pescoço. Ele passou por uma cirurgia, mas após 4 paradas cardíacas, não resistiu aos ferimentos", postou a página Dubladores Brasileiros. 

Outro caso. Mais cedo, policiais militares mataram a tiros um suposto traficante de drogas no complexo de favelas do morro do Alemão, na zona norte.

Durante o enfrentamento, a concessionária SuperVia precisou suspender a circulação do teleférico entre as cinco estações existentes no complexo, que abrange áreas dos bairros de Ramos, Bonsucesso, Inhaúma e Penha.

De acordo com a Polícia Militar, o confronto aconteceu às 9h no Beco da Farmácia. A versão policial é de que uma patrulha da UPP foi atacada a tiros e que, ao reagir, os policiais balearam um homem de 21 anos, que morreu minutos depois na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do complexo. A PM informou que a vítima portava uma pistola fabricada na Turquia, de calibre 9 milímetros.


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