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É preciso apego à lei, diz ministro após barrar nomeação do filho de Crivella

Marco Aurélio Mello considerou que indicação de Marcelo Hodge Crivella para a Casa Civil foi um ato de 'ingenuidade' e 'abandono do razoável'

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2017 | 17h13

BRASÍLIA - Depois de suspender a nomeação do filho do prefeito do Rio para o cargo de secretário da Casa Civil do município, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, disse nesta quinta-feira, 9, que os homens, principalmente públicos, devem ter apego às leis.

Marcelo Hodge Crivella foi nomeado secretário pelo próprio pai, Marcelo Bezerra Crivella (PRB), no dia 1º de fevereiro.

Nesta quinta-feira, Marco Aurélio atendeu a um pedido feito por um advogado que alegou haver "clara afronta ao princípio da moralidade insculpido na Constituição Federal".

"É preciso ter apego às leis. No Brasil, não precisamos de mais leis, precisamos de homens, principalmente públicos, que observem o arcabouço normativo em vigor. E o exemplo vem sempre de cima", disse o ministro, após a sessão plenária desta quinta-feira.

"Se fizermos isso, nós vamos avançar culturalmente. Se não fizermos, não avançaremos", completou Marco Aurélio, que considerou a nomeação do filho de Crivella como uma ato de "ingenuidade" e de "abandono do razoável". 

 

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