Wilton Junior / Estadão
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Eduardo Paes lamenta morte de grávida no Rio e defende mudança na política de segurança

O prefeito do Rio comentou morte de Kathleen Romeu, de 24 anos, baleada e morta nesta terça-feira no Complexo do Lins, na zona norte. Governador do Estado ainda não se manifestou

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2021 | 17h04

RIO - Apesar de não ser o responsável pelas polícias, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), criticou nesta quarta-feira, 9, a morte de Kathlen Romeu, de 24 anos. Grávida, a jovem levou um tiro na cabeça durante confronto entre policiais e criminosos no Complexo do Lins, zona norte da cidade, nesta terça-feira. O governador Cláudio Castro (PL) ainda não se manifestou.

"O que a gente não pode é começar a achar que essas tragédias são naturais. Que uma moça sai à rua grávida, jovem, e toma um tiro do nada", disse o prefeito ao sair de almoço com empresários do Grupo Lide, na zona sul do Rio. "Não podemos perder a capacidade de indignação diante de tais fatos. Essas pessoas não são só números."

Paes comentou ainda que não quer culpar "fulano ou sicrano" sem a devida apuração, mas afirmou que é preciso pensar numa nova política de Segurança. "Que prenda mais, condene mais, investigue mais e mate menos. Tem gente que gosta de morte; eu não gosto."

Kathleen era designer de interiores e estava grávida de quatro meses. Ela havia postado três dias antes da morte uma sequência de fotos no Instagram para registrar a felicidade com a gestação. A família também estava animada com a espera de um novo integrante.

"Eu brincava com minha filha: o meu neto vai nascer com os pais formados", disse nesta quarta o pai da jovem, Luciano Gonçalves, da porta do IML. "Minha filha era a coisa mais especial da minha vida. Cheia de sonhos. Uma pessoa do bem, inteligente. Ela tinha o sonho de ser blogueira, modelo. Estava na melhor fase da vida dela." /COLABOROU MARCIO DOLZAN

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