Marcos Arcoverde / Estadão
Marcos Arcoverde / Estadão

Egito e Peru oferecem apoio ao Brasil para reconstruir o Museu Nacional do Rio

Cairo pediu às autoridades brasileiras informações sobre o estado das peças arqueológicas egípcias que faziam parte da coleção do local

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2018 | 08h48

CAIRO - O Ministério das Relações Exteriores do Egito e o governo do Peru ofereceram apoio técnico ao Brasil para a recuperação do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, quase totalmente destruído por um incêndio no domingo. Cairo também pediu às autoridades brasileiras informações sobre o estado das peças arqueológicas egípcias que faziam parte da coleção do museu.

Em um comunicado, a pasta de Exteriores explicou que, a pedido do Ministério de Antiguidades egípcio, entrou em contato com a embaixada do Egito em Brasília para que esclareça em que estado se encontram as peças procedentes do país.

Além disso, o Egito expressou sua disposição de proporcionar ao Brasil “a experiência técnica no âmbito de proteção do patrimônio e restauração de todo tipo de peças arqueológicas” de todas as épocas.

A pasta de Exteriores afirmou ainda que o governo egípcio se interessou por esses objetos depois de ser informado sobre “um grande incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro” e “dos danos severos que sofreram as peças arqueológicas conservadas”.

O ministério considerou o incidente como “uma grande perda de um patrimônio mundial de valor incalculável”, pela qual expressou seu “apoio absoluto” ao Brasil.

Peru

O governo do Peru lamentou “o incêndio devastador” no Museu Nacional do Rio e manifestou sua disponibilidade “para cooperar no que for possível” para lidar com a situação. A França também se ofereceu para ajudar na reconstrução do local.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros peruano lembrou que o museu era “a mais antiga instituição científica do Brasil”, razão pela qual lamentou “a irreparável perda do acervo histórico e do patrimônio por trás deste trágico acidente”.

“O Peru expressa sua solidariedade e disposição para cooperar em tudo o que for viável para enfrentar essa situação, a qual, felizmente, não deixou vítimas para se lamentar”, concluiu. 

O Museu Nacional do Rio, localizado em um edifício considerado uma joia da arquitetura do início do século 19, sofreu um dano imenso e a maior parte de sua riqueza foi destruída, incluindo o fóssil Luzia, o hominídeo mais antigo descoberto no Brasil em 1974 por uma equipe franco-brasileira. / AGÊNCIA BRASIL e EFE

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