Em Cidade de Deus, PM mata 10 suspeitos e uma idosa

Segundo a polícia, foram apreendidos três fuzis, cinco pistolas, uma granada e 2,5 mil papelotes de cocaína

Agência Estado,

25 Abril 2008 | 19h48

Pelo menos dez supostos criminosos e uma moradora de 70 anos morreram durante operação da Polícia Militar na favela Cidade de Deus, na zona oeste da capital fluminense. Cerca de 150 policiais ocuparam a favela pela manhã, apoiados por dois blindados e um helicóptero, e até o início da noite a operação não havia terminado.   A Secretaria Municipal da Saúde informou que os onze baleados já chegaram mortos ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, zona oeste. A moradora Josélia Barros Afonso, de 70 anos, foi atingida pela manhã, e os dez homens chegaram ao hospital no fim da tarde. Outras duas moradoras, também idosas, foram baleadas durante a operação.   Segundo a polícia, foram apreendidos três fuzis, cinco pistolas, uma granada e cerca de 2,5 mil papelotes de cocaína. Um policial disse que entre os mortos havia "vagabundo do primeiro escalão" do tráfico de drogas. Às 19h30, a Secretaria de Segurança informou que um dos mortos é o criminoso conhecido pelo nome do destilado Gim - ele é apontado como chefe do comércio de drogas na Cidade de Deus. Segundo a PM, ele estava com um fuzil.   O objetivo inicial da PM era prender o traficante Antônio de Souza Ferreira, o Tota, acusado de chefiar o tráfico no Complexo do Alemão, em Ramos, na zona norte.   Segundo a polícia, com a ocupação de favelas do complexo pelo Batalhão de Operações Especiais da PM para as obras previstas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Tota teria fugido com outros criminosos e se refugiado na Cidade de Deus. O criminoso, porém, não foi localizado. Havia policiais de várias unidades, sob o comando do 18.º Batalhão, em Jacarepaguá, na zona oeste.

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