Em dia de muito calor, moradores de Ipanema e Copacabana relatam assaltos em praias

Os moradores destas regiões pedem a extinção de linhas de ônibus que vão da zona norte à orla; polícia nega que tenha havido crimes

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

19 Setembro 2015 | 18h35

RIO - Ao fim do sábado de sol, moradores de Copacabana e do começo de Ipanema estão relatando roubos e furtos na saída da praia. As informações são compartilhadas no Facebook. No grupo comunitário chamado "Alerta de assaltos - zona sul", foi relatado um arrastão na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na altura da Rua Bolívar. Um usuário descreveu uma tentativa de linchamento a menores que teriam entrado num ônibus, esta  controlada por um PM. Nas ruas Rainha Elizabeth, Conselheiro Lafayette e Bulhões Carvalho, na ligação entre Copacabana e o começo de Ipanema, houve correria, segundo contaram os moradores.

Eles defendem a proibição da circulação nos bairros de ônibus que vêm da zona norte do Rio, por acreditar que os supostos assaltantes são moradores de bairros distantes, que se deslocam até a região não para aproveitar a praia, mas sim para cometer crimes. Para outubro, a Prefeitura já anunciou que de 48 linhas que iam da zona norte até as praias da zona sul, 18 serão encurtadas ou extintas. De acordo com a Prefeitura, é uma forma de racionalizar as linhas e evitar o acúmulo de ônibus vazios nas ruas. A mudança gerou revolta entre os moradores da zona norte, que acreditam que os itinerários foram modificados justamente para dificultar o acesso de jovens pobres à orla.

Entre os comentários feitos no grupo do Facebook, a maior parte é radical: "Pela criação de uma milícia urbana! Andar em grupos grandes nos fins de semanas, seguir esses grupos de marginais, ameaçar, bater... E que se f. quem defende esses vermes", escreveu um usuário. Outro defendeu: "Tem que pegar e matar logo antes de a polícia chegar".

O 19º batalhão da PM, responsável pelo policiamento na região, informou que não foram registrados arrastões. No grupo do Facebook, os moradores se dizem acuados e temerosos em relação às altas temperaturas que vêm sendo registradas nos últimos dias, dignas de verão - quando acontecem eventuais arrastões.

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