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Em greve, agentes penitenciários barram visita de familiares a presos em Bangu

Às 4 horas da manhã, quando começa a distribuição de senhas para familiares entrarem, formou-se uma grande fila, mas parentes foram avisados que agentes não permitiram a entrada

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2017 | 12h26

RIO - Agentes penitenciários que fazem greve no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste o Rio, cancelaram as visitas dos familiares dos detentos que estão no local, nesta terça-feira, 17. Havia visitas previstas para esta terça em três prédios do complexo.

Às 4 horas da manhã, quando começa a distribuição de senhas para familiares entrarem, formou-se uma grande fila, mas as famílias foram avisadas que os agentes penitenciários não permitiram sua entrada. 

Algumas pessoas permaneciam na porta do presídio até o meio-dia, ainda com esperanças de visitar os parentes presos. Entre os familiares presentes, havia muitas mulheres, idosos, crianças e bebês de colo, filhos de detentos.

A mulher de um dos presos, de 32 anos, carregava um bebê de cinco meses de vida, que visitaria o pai. Segundo ela, caminhões com comida, gelo e dos correios também foram impedidos de entrar na penitenciária.

“Se o Estado não paga os servidores, a culpa não é nossa, não é dos detentos que já estão pagando pelos seus crimes aqui dentro. Eles têm que resolver isso com a Assembleia Legislativa (Alerj)”, afirmou a mulher, que não quis se identificar, e tinha deixado sua casa em Maricá, na região metropolitana, às 5h da madrugada para estar às 9h na porta do complexo penitenciário. 

Durante o funcionamento normal do presídio, as famílias têm autorização para entrar no complexo até 12h. A visita dura até 16h.

Os agentes penitenciários disseram que a greve, iniciada nesta terça, vai durar a semana toda. Além das visitas proibidas, os presos também ficarão sem banho de sol.

A assessora de comunicação do Sindicato dos Servidores do Sistema pena do Rio de Janeiro, Elisete Henriques, negou que o caminhão de comida tenha sido impedido de entrar no complexo, mas admitiu que o de gelo e correios foram barrados.

Segundo ela, os agentes penitenciários estão em seus postos e cumprindo funções essenciais, como atendimento à saúde e cumprimento de alvará de soltura. Novos presos, entretanto, não serão recebidos enquanto durar a greve.

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