Antonio Lacerda/EFE
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Ex-PM ligado a caso Marielle será levado a presídio federal, decide Justiça

Advogado diz que Orlando Araújo sofreu tentativa de envenenamento e solicitou à Secretaria a sua mudança de Bangu 1. Testemunha denunciou suposta ligação com assassinatos de Marielle e Anderson

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

14 Maio 2018 | 18h51
Atualizado 15 Maio 2018 | 13h47

RIO - O ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, apontado por uma testemunha como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, será transferido para um presídio federal de segurança máxima. A decisão é da 5.ª Vara Criminal da Capital. Na decisão foi também determinada a manutenção do  ex-PM no presídio Bangu 1 até que seja determinado para qual unidade ele será transferido. O advogado Renato Darlan, que defende Araújo, explicou que pediu a transferência porque seu cliente já sofreu uma tentativa de envenenamento e se encontra em greve de fome. Araújo nega participação no assassinato de Marielle Franco.

Mais cedo, o advogado já havia solicitado à Secretaria de Administração Penitenciária a transferência de seu cliente,que está preso em Bangu 1. Segundo Renato Darlan, Araújo já sofreu uma tentativa de envenenamento e está em greve de fome há quatro dias. 

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Darlan esteve na Delegacia de Homicídios onde tentou, sem sucesso, ter acesso ao depoimento da testemunha que teria apontado Araújo e o vereador Marcello Siciliano (PHS) como mandantes do assassinato da vereadora. Ele contou que tampouco conseguiu falar com o delegado responsável pelo caso, Giniton Lages, que esteve em Bangu 1 na quinta-feira para conversar pessoalmente com Araújo.

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“O Orlando está em greve de fome absoluta, está debilitado, nem sei como vou encontrá-lo”, explicou o advogado. “Consideramos que isso seja uma espécie de tortura emocional, de tentar fazer com que ele fale coisas que não sabe.”

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Na última sexta-feira, Darlan afirmou que a visita do delegado a seu cliente foi para pressioná-lo a confessar a participação na morte de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes. A Secretaria de Segurança confirmou que o delegado esteve em Bangu 1 e se encontrou com o ex-PM, mas disse que foi a pedido do preso. “Não haveria o menor sentido o Orlando chamar o delegado para conversar e fazer essa proposta louca de assumir um crime que não é dele”, garantiu Darlan.

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