Carina Bacelar/Estadão
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Em greve, garis fazem manifestação no centro do Rio de Janeiro

Cerca de 100 profissionais se reuniram na Candelária e caminharam até a prefeitura; segundo um dos líderes, ato foi em 'repúdio' a Paes

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 14h15

RIO - Cerca de 100 garis, segundo a Polícia Militar, participaram de manifestação no centro do Rio de Janeiro na manhã desta terça-feira, 17. Eles se reuniram na Candelária e seguiram para a sede da prefeitura, na Cidade Nova, no centro do Rio. Pacífico, o ato foi acompanhado por 30 policiais militares.

No percurso, os manifestantes interditaram uma faixa da Avenida Presidente Vargas, a mais importante do centro da cidade, no sentido zona norte. Às 14h, os garis seguiram para a Câmara Municipal, na Cinelândia, também no centro. 

A categoria está em greve desde a 0h da última sexta-feira, 13. Desde então, os garis, que querem 40% de aumento salarial além de acréscimo em benefícios como adicional de insalubridade e vale-alimentação, rejeitaram uma proposta de 7% de aumento, oferecido pela prefeitura.

De acordo com Bruno Coelho, um dos líderes do ato, "a manifestação é de repúdio ao prefeito (Eduardo Paes, do PMDB)".  "É um ato de repúdio ao prefeito. Ilegais são as condições de trabalho que a gente tem".

Coelho nega que os piquetes violentos sejam de autoria dos grevistas. "A gente não tem armas. São piquetes de convencimento." 

Na prefeitura, garis realizam uma plenária, acompanhados por policiais militares. A gari Selma de Micaisse, de 50 anos, enchia e distribuía balões laranja, cor do uniforme usado pelos funcionários. "Nós trabalhamos com uniforme sujo. Não somos porcos", disse. Selma, que participou da greve no ano passado, queixa-se que os garis são "humilhados" pelos supervisores no ambiente de trabalho.

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