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Em meio a temporal, esgoto invade corredores de maternidade no Rio

Doze mulheres estavam na maternidade do Hospital dos Servidores do Estado, referência em partos de alto risco; Ministério da Saúde diz que problema é pontual e nega suspensão do atendimento

Carina Bacelar e Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

23 Março 2015 | 09h23

Atualizada às 18h48
RIO - Os corredores da maternidade do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), na Gamboa, centro do Rio, foram inundados por esgoto na noite deste domingo, 23, em meio ao temporal que atingiu a cidade. A chuva também provocou alagamentos na cidade e derrubou muros e a fachada de um imóvel no centro. 
Doze mulheres estavam internadas na maternidade federal - referência para partos de alto risco, recebe cardiopatas, diabéticas, hipertensas, com câncer e soropositivas. Por volta das 19 horas, a água começou a transbordar dos ralos do banheiro e invadiu corredores e salas.

“O banheiro dos médicos ficava interditado de vez em quando, mas era um problema restrito. Dessa vez, o problema foi muito mais grave. O esgoto voltou pelo ralo do banheiro das pacientes e tomou os corredores de toda a ala da maternidade”, contou uma funcionária. “As mães que iam ver seus bebês na UTI Neonatal tiveram que pisar nessa água imunda, com um cheiro horroroso. A postura do hospital é não parar de atender, mas o risco de infecção é imenso”, afirmou outro profissional entrevistado pelo Estado.
Segundo esse funcionário, novas internações foram suspensas. Duas grávidas soropositivas foram encaminhadas na manhã desta segunda-feira, 23, para o Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói (cidade na região metropolitana), e para a Maternidade Maria Amélia, no centro.
O Ministério da Saúde negou que as internações tenham sido suspensas e informou que as pacientes não serão transferidas. De acordo com o ministério, o problema foi pontual, causado pela tempestade, e
resolvido pela equipe de engenharia de plantão. As soropositivas foram transferidas porque o parto delas não foi considerado de alto risco, conforme a versão do ministério.
Também no centro, a fachada de um prédio que passava por obras desabou de madrugada. Ninguém morava no imóvel.
Por causa das chuvas de domingo, o muro do cemitério Tanque do Anil, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense) ruiu.
A enxurrada arrastou restos de corpos para as ruas, segundo relatos de moradores. No município, a água invadiu casas nos bairros Campos Elísios, Imbariê e Jardim Primavera.
Em Angra dos Reis, na Costa Verde, pedras deslizaram sobre a Rodovia Rio-Santos e atingiram, cujos três ocupantes ficaram feridos sem gravidade.
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