Empresário condenado por falsificar remédio é morto a tiros no Rio

Miguel Angelo Santos Jacob deixava o filho no colégio quando foi baleado por um homem que passava em uma motocicleta

Constança Rezende e Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2016 | 16h52

RIO - O empresário Miguel Ângelo Santos Jacob, de 57 anos, foi morto a tiros no final da manhã desta quarta-feira, 6, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), por um criminoso que conseguiu fugir e não havia sido identificado até as 19h.

Acompanhada pela mulher, o empresário havia parado seu carro importado na Rua Rino Levi para deixar o filho no Colégio Santo Agostinho, ao lado do condomínio Novo Leblon. Neste momento foi atingido por pelo menos seis tiros e morreu dentro do Chrysler 300 C de cor prateada que dirigia.

O atirador conseguiu fugir - há divergências se a pé ou em uma motocicleta. O crime ocorreu por volta de meio-dia, horário de entrada e saída dos estudantes, e causou pânico entre as pessoas que passavam pelo local.

Sentada ao lado do marido, Joana D'arc Batista, de 40 anos, também ficou ferida, com tiros nas pernas. Atendida no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, ela não corre risco de morte. A criança não se feriu.

Segundo a polícia, parentes contaram que Jacob já havia sofrido duas tentativas de homicídio. Em maio de 2015, ele foi condenado a 11 anos de prisão por distribuir medicamentos falsos para o tratamento de câncer. Sua empresa, Nova Vitória, seria responsável por distribuir uma versão falsificada do remédio Glivec, usado contra leucemia, para a Bahia e o Rio Grande do Sul. Jacob recorreu e aguardava em liberdade o julgamento pelo Tribunal de Justiça do Rio.

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