Encontrado carro de oficial do Bope assassinado no Rio

Na madrugada de terça, quatro policiais e um oficial do Exército foram mortos; suspeitos são presos

22 de novembro de 2007 | 20h07

Foi encontrado nesta o carro em que estava o policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Adonai Cavalcanti Xavier, assassinado na noite de terça-feira, durante um assalto. Foram colhidas impressões digitais que estavam na lataria do Celta prata, encontrado na Cidade Nova, no centro do Rio. A polícia espera confirmar se a análise das digitais bate com a dos quatro suspeitos já reconhecidos. A morte do cabo Adonai, que dirigia sozinho o carro da namorada, foi gravada por câmeras de segurança nas imediações do local do crime, na Tijuca, na zona norte do Rio. As imagens mostram dois assaltantes se aproximando do carro do policial pouco antes de ele estacionar na Tijuca, Zona Norte do Rio. Ele ainda tentou se defender, mas foi morto a tiros. O carro foi roubado. Segundo a polícia, as impressões digitais recolhidas podem ajudar nas investigações. Além disso, foram encontradas no banco do motorista manchas de sangue, que, de acordo com a polícia, pertencem a um dos assaltantes. Há a suspeita que o assaltante teria sido ferido por Adonai, já que a polícia encontrou o projétil calibre 380 dentro do veículo, o mesmo do cabo. Entretanto, os policiais sustentam que apenas o exame de balística poderá comprovar essa hipótese. O material foi enviado à perícia e o resultado será cruzado com os dados dos quatro suspeitos já identificados pela 18ª. DP (Praça da Bandeira), o que deve acontecer na próxima semana. Os policiais que investigam o caso acreditam que o bandido ferido teria sido atingido no rim esquerdo, pela localização da mancha de sangue no carro. Por esse motivo, buscas estão sendo feitas em hospitais da região para localizar feridos por arma de fogo com esse ferimento específico. No interior do veículo, foram encontrados o documento do carro, além de sua carteira com documentos pessoais. Com a presença de colegas e sob forte comoção o cabo do Bope foi enterrado nesta tarde no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste. Os três policiais militares mortos na madrugada de quarta-feira, em Campo Grande, na zona oeste, também foram enterrados. Os PMs José Avelar Costa e Reinaldo Calheiros foram enterrados no Jardim da Saudade, às 11h30 e 13h, respectivamente. O outro PM, Marco Aurélio dos Santos, foi sepultado às 11h30 no Cemitério Campo Grande, também na Zona Oeste. O delegado-titular da 35ª DP (Campo Grande), Luiz Alberto Antunes, acredita eles tenham sido vítimas de uma emboscada e vai investigar possível envolvimento dos PMs com tráfico de drogas, milícias, caça-níqueis e transporte alternativo ilegal. Segundo ele, os policiais foram atacados por ocupantes de dois carros, por volta das 5h30, quando seguiam para o trabalho, no 23º BPM (Leblon). Os três estavam em um Vectra, dirigido por Reinaldo. Na lataria do carro foram encontrados pelo menos 50 marcas de balas de fuzil. Segundo ele, os PMs não estavam fardados no momento do ataque e as três pistolas dos soldados foram levadas pelos criminosos. O delegado acredita que um dos PMs teria tentado reagir, já que encontrou algumas cápsulas de pistola ao lado do carro. Apenas Marco Aurélio foi morto fora do carro, o que levanta a suspeita que teria sido baleado ao tentar fugir.

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