Enterrado o corpo de menina que pode ter morrido de overdose

A polícia investiga se a garota teria ingerido ecstasy, bebidas alcoólicas e energéticos em baile funk no Rio

Pedro Dantas, do Estadão,

22 de agosto de 2007 | 19h34

O corpo da adolescente J.A.E.S., de 14 anos, foi velado em uma das cinco associações de moradores da Cidade de Deus e enterrado, no final da tarde desta quarta-feira, 22, no Cemitério da Pechincha, em Jacarepaguá (zona oeste). A imprensa não pôde acompanhar a cerimônia.   A adolescente morreu após sofrer uma parada cardíaca em um baile funk na Cidade de Deus, na zona oeste do Rio. A Polícia investiga uma possível overdose. Pessoas que prestaram socorro à vítima relataram que ela teria ingerido ecstasy, bebidas alcoólicas e energéticas durante uma festa a poucos metros da casa dela.   Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) deve apontar a causa da morte em 30 dias. Procurada no IML, a família não quis falar.  "É desesperador ver uma menina tão jovem e cheia de vida perder a vida desta forma", disse a operadora de caixa Vanilda de Menezes, que se identificou como amiga da família, pouco antes do corpo chegar ao cemitério.   O delegado-titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Deoclécio de Assis, disse que o caso "não é comum", mas ressaltou que a droga continua muito acessível a usuários de qualquer idade. "Não é difícil para ninguém comprar droga. Somando isso a desagregação familiar e a permissividade da sociedade, o resultado é o maior consumo de drogas entre os jovens de várias faixas etárias" afirmou Assis.   De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, J.A.E.S deu entrada muito debilitada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca (zona oeste), após sofrer uma parada cardíaca. Os médicos realizaram as manobras necessárias para reanimá-la, mas a vítima morreu "por insuficiência respiratória". Apesar de não comentarem a possível causa da morte por overdose, parentes da menina reclamaram do atendimento e afirmaram que a unidade não possuiria os "aparelhos necessários" para socorrer a adolescente.

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