Entidade de moradores cobra ações do governo após sequência de tiroteios na Maré

Em nota, grupo Maré que Queremos afirma que população vive tão insegura quanto vivia antes da ocupação do local pela Força de Pacificação

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2014 | 19h43

RIO - Após uma sequência de confrontos que começou no fim de semana e se estendeu até esta segunda-feira, 3, entre traficantes e soldados da Força de Pacificação que ocupa desde abril o complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, lideranças comunitárias da região cobraram mudanças na atitude das tropas responsáveis pela segurança na região. 

Em nota, o movimento Maré que Queremos, que reúne representantes das 16 associações de moradores da Maré, "lamenta que a ocupação da Maré por forças militares não esteja garantindo, como anunciado, a gradativa criação de condições para que o direito à segurança pública seja assegurado à população local. (...) A Maré vive uma rotina de confrontos violentos entre vários grupos armados, dentre esses, os militares. Hoje (segunda-feira, 3), novos enfrentamentos resultaram em ao menos um morto e um ferido e deixaram acuados os moradores. Desde sexta-feira, há notícia de que outras três mortes teriam ocorrido na região", afirma a nota.

"Repetidos conflitos armados, além de práticas hostis de abordagem, têm mantido os moradores da Maré em situação de tensão e medo não muito diferente da que marcava o cotidiano antes da chegada dos militares ao território. Esperamos que as autoridades do setor revejam os procedimentos atuais. (...) O movimento Maré que Queremos desenvolverá ações em questionamento ao posicionamento bélico que o Exército vem tendo, como forma de continuar a necessária discussão sobre qual deve ser a abordagem do Estado para garantir o direito a segurança pública em favelas e periferias", conclui a nota.

Mas o movimento ainda não definiu quais ações vai desenvolver para cobrar mudanças na atuação das forças de segurança na Maré.

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