WILTON JUNIOR / ESTADAO
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Equipe do Ministério Público do Rio acompanha perícias no caso do Jacarezinho

Instituição diz apurar circunstâncias das mortes de 25 pessoas no âmbito de uma operação policial nesta quinta-feira, 6. Número de telefone foi disponibilizado para recebimento de informações e denúncias

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2021 | 20h21

RIO - O Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) informou nesta sexta-feira, 7, que, após a operação policial que deixou 25 pessoas mortas na quinta-feira, 6, na favela do Jacarezinho (zona norte do Rio), disponibilizou uma equipe de médicos legistas e outros peritos de seu quadro técnico para acompanhar e prestar suporte à perícia técnica realizada pelo Estado.

“O MP-RJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial. Para isso, um médico perito da instituição teve acesso às dependências do Instituto Médico Legal (IML), onde chegaram os corpos na manhã desta sexta-feira”, informa nota da instituição.

O MP também afirma ter estabelecido “mecanismos hábeis para o adequado acolhimento, por parte dos promotores de justiça (...), de relatos e demais elementos de prova, de forma a subsidiar as investigações em curso”.

Segundo a instituição, estão sendo tomadas todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis. No âmbito penal, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital (órgão do MP-RJ com atribuição para o caso) instaurou uma investigação para apurar eventuais violações a direitos pela polícia.

Na nota divulgada à tarde, o Ministério Público pede a participação das entidades sociais e das pessoas em geral que possam contribuir com informações úteis para elucidar eventuais violações a direitos e fornecer dados que efetivamente auxiliem na averiguação dos fatos e na identificação dos autores.

A instituição criou um plantão permanente por telefone e Whatsapp (21 2215-7003) para receber informações acerca de violações a direitos praticadas no âmbito de operações policiais no Estado do Rio de Janeiro. A comunicação pode ser feita de forma sigilosa. Segundo o MP-RJ, já foram recebidos relatos, imagens e vídeos da operação no Jacarezinho, feitas por particulares e por diversas instituições. O material foi encaminhado à 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital.

O MP-RJ conclui a nota afirmando que “adotará todas as medidas cabíveis para o desempenho de suas atribuições, no exercício da ação penal pública em relação a eventuais ilícitos penais praticados, na defesa dos direitos dos cidadãos e no efetivo controle da atividade externa, participando ativamente das políticas de segurança pública de nosso Estado”.

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