Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Esfaqueado há um mês, ciclista participa de ato por segurança no Rio

Atacado na Lagoa Rodrigo de Freitas, estudante de 19 anos foi ferido nos dois pulmões e ficou 15 dias internado em UTIs

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

23 Maio 2015 | 12h30

RIO - Exatamente um mês antes do assalto que provocou a morte do médico Jaime Gold, de 56 anos, em outro trecho da Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro, o estudante Victor Didier, de 19, foi abordado e esfaqueado três vezes por dois assaltantes enquanto pedalava.

Ferido nos dois pulmões, ele ficou 15 dias internado em unidades de terapia intensiva (UTIs) - do Hospital Municipal Miguel Couto, na região central, e depois do Copa D'or, em Copacabana, zona sul -, recebeu alta, ficou mais uma semana em repouso em casa e neste sábado, 23, saiu de casa pela primeira vez novamente de bicicleta para participar do ato por mais segurança para ciclistas promovido no Corte de Cantagalo, na mesma Lagoa.

"Fui jogar basquete e estava voltando para casa. Dois rapazes a pé entraram na frente da minha bicicleta e, antes de falar qualquer coisa, um deles me deu um golpe com uma faça de uns 35 centímetros", contou Didier.

O estudante disse que tentou fugir pedalando. "O rapaz me deu outras facadas. Desviei da maioria, mas duas atingiram minhas mãos", narrou. "Começou a juntar gente e eles foram embora sem levar nada."

Mesmo ferido, o estudante de Engenharia de Produção do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) pedalou até sua casa e depois buscou socorro.

"Registrei o caso na 14º DP (Leblon) e disseram que iriam aumentar o policiamento. Quando soube do caso do médico fiquei revoltado, porque demonstrou que nada mudou", declara Victor, filho do francês naturalizado brasileiro Christophe Didier, que mora no Brasil há 20 anos.

Mais conteúdo sobre:
Rio de Janeiro Violência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.