Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Estado do Rio suspende cirurgias não urgentes por 30 dias após avanço da Ômicron

Hospitais sofrem com afastamento de profissionais com sintomas de covid

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2022 | 13h06

RIO - O aumento de casos positivos de covid-19 no Estado e o alto índice de profissionais da saúde infectados pela doença fez o governo do Rio suspender as cirurgias eletivas (não urgentes) em todos os 92 municípios a partir da próxima semana. A medida tem previsão inicial de durar por 30 dias, prazo que poderá ser revisto de acordo com a situação epidemiológica do Estado.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, um em cada cinco profissionais que atendem em unidades do Estado está afastado por causa da covid-19. "Excepcionalmente neste momento, por conta da alta incidência da covid aqui no Estado, com acometimento tanto dos profissionais de saúde como de pacientes internados, deliberamos a suspensão da cirurgia eletiva por um período de até 30 dias. Obviamente, isso pode ser revisto num período anterior", declarou o secretário Alexandre Chieppe.

"Isso visa a proteger eventuais pessoas que vão se internar para cirurgias que podem ser postergadas, para evitar que elas venham a se infectar, e também pelo fato de a gente ter uma parte importante dos profissionais de saúde afastados por conta da infecção", sustentou Chieppe. A pasta informou que o detalhamento das ações será informado "nos próximos dias".

Conformo o Estadão mostrou nesta sexta-feira, 14, pelo menos 13 Estados tiveram alta no número de internações por covid-19 ou suspeita da doença em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e enfermarias na comparação com o fim do ano passado. O aumento das hospitalizações ocorre após as festas de fim de ano e em meio ao avanço das contaminações pela variante Ômicron, mais transmissível.

No Rio, as solicitações de leitos à central de regulação estadual, que estavam na média de 14 por dia, em dezembro, passaram para 51, em média, em janeiro.

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