Tânia Rego/Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil

Estátua de 400 quilos é furtada de praça no centro do Rio

A escultura em bronze de D. Rosa Paulina da Fonseca, mãe do Marechal Deodoro da Fonseca, fazia parte do monumento em homenagem ao primeiro presidente do Brasil

Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 22h26

RIO - Uma estátua de quase dois metros de altura e pesando 400 quilos foi furtada no fim de semana de uma praça na Glória, região central do Rio. A escultura em bronze de D. Rosa Paulina da Fonseca, mãe do Marechal Deodoro da Fonseca, fazia parte do monumento em homenagem ao primeiro presidente do Brasil – e agora faz parte de uma série de furtos inusitados no Rio, como os das vigas de uma perimetral e até mesmo de uma enorme caixa d´água.

Segundo informações da Gerência de Monumentos e Chafarizes, vinculada à Subsecretaria de Conservação, ainda não é possível calcular o prejuízo financeiro com o sumiço da estátua. “No caso de vandalismo ou furto de grandes peças, como a da mãe do Marechal, é necessário fazer um levantamento orçamentário, depois uma licitação para que seja confeccionada uma nova escultura e feita a reposição”, informou a pasta, em nota. O caso foi registrado em uma delegacia do Catete.

O órgão mantém contrato de manutenção de monumentos no valor de R$ 900 mil. Segundo a secretaria, todos os 1.371 monumentos – incluindo bustos, esculturas, estátuas, relógios e chafarizes – sob responsabilidade do município são vistoriados e têm eventuais reparos programados para que sejam executados ao longo do ano. O furto da escultura de D. Rosa Paulina da Fonseca, porém, demandará um orçamento à parte.

Sumiço

Furtos inusitados de grandes peças têm se tornado rotina no Rio nos últimos anos. O mais famoso deles aconteceu em 2013, quando seis vigas de aço – das quais cinco com 40 metros de altura – que pesavam 110 toneladas simplesmente sumiram durante obras viárias. Elas sustentavam o Elevado da Perimetral, que deixou de existir por completo no ano seguinte.

No ano passado, criminosos usaram dois guindastes e um maçarico para tentar furtar uma enorme caixa d’-água instalada em um condomínio popular na zona norte do Rio. A peça tinha 30 metros de altura e peso estimado em 22 toneladas. O furto, porém, não chegou a ser consumado.

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