Pilar Olivares/Reuters
Pilar Olivares/Reuters

Estudante de 11 anos é baleada no Morro da Mineira, no Rio

Vitória Ferreira da Costa foi atingida em uma das pernas; de acordo com o hospital, estado de saúde da menina é estável e ainda não se sabe quem foi o autor do disparo

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2019 | 17h58

RIO DE JANEIRO - Uma menina de 11 anos foi baleada quando voltava da escola, no morro da Mineira, no Catumbi, região central do Rio, no início da tarde desta terça-feira, 24. Atingida numa das pernas, Vitória Ferreira da Costa, foi levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, que também fica na região central. Segundo a secretaria municipal de Saúde, às 17h45, o estado da menina era “estável”. Ainda não há informações sobre possíveis autores do disparo. 

Uma mulher também foi ferida no local, mas não há informações sobre sua identidade nem sobre seu estado de saúde. O caso acontece na sequência da morte de Ágatha Vitória Sales Félix. A menina de 8 anos atingida nas costas por um tiro de fuzil no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ágatha estava em uma Kombi na noite de sexta-feira, 20, quando foi baleada. A menina foi levada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, no bairro da Penha, onde morreu na madrugada de sábado. 

Agatha é ao menos a 16ª criança alvo de disparos de arma de fogo na região metropolitana da capital fluminense neste ano, segundo levantamento divulgado pela organização Fogo Cruzado, que mantém um aplicativo que informa ocorrêncais de tiroteio na região. 

O Estado mostrou em reportagem que a polícia não prendeu responsáveis por nenhuma das 5 mortes de crianças baleadas no Rio este ano. Os casos ainda estão em investigação. Veja quais são eles. 

- Jenifer Silene Gomes, de 11 anos, morreu na zona norte em 14 de fevereiro

- Kauan Peixoto, de 12 anos, morreu em Mesquita durante uma operação da PM em 16 de março

- Feto foi baleado na barriga da mãe, na zona oeste, em 8 de abril

- Kauã Vitor Nunes Rozário, de 11 anos, morreu em Bangu, em 10 de maio

- Victor Almeida, de 7 anos, foi morto com tiro na cabeça em 23 de julho

Nesta segunda, 23, armas de oito policiais militares que faziam patrulhamento no momento do disparo foram recolhidas para perícia.  No mesmo dia, PMs que atuaram na noite de sexta foram ouvidos pelos investigadores. Também nesta segunda, o governador Wilson Witzel deu uma entrevista coletiva na qual lamentou o caso, mas defendeu a política de segurança do Estado.  E disse que era "indcente usar o caixão como palanque." 

Nesta terça, 24, Witzel assinou um decreto que acaba com incentivo à redução de mortes provocadas por policiais. O texto foi publicado  no Diário Oficial do Rio.

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