Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Ex afirma à polícia que crime não aconteceu

De acordo com Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, seria uma invenção da jovem de 16 anos para justificar para os pais, religiosos, imagens suas publicadas na internet

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2016 | 08h38

Suspeito de ter participado do estupro coletivo de uma adolescente no Rio, Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, sustentou em seu depoimento à Polícia Civil que o crime não aconteceu. Seria uma invenção da jovem de 16 anos para justificar para os pais, religiosos, imagens suas publicadas na internet. O rapaz teve um relacionamento com a garota no ano passado.

De acordo com a versão apresentada por Santos aos investigadores, após participar de um baile funk, dois casais se reuniram em uma casa abandonada no Morro da Barão, na Praça Seca, zona oeste do Rio. A adolescente teria tido relações sexuais com Ray de Souza, de idade não revelada, que também esteve ontem na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) para prestar depoimento. No mesmo local e momento, Santos teria tido relações sexuais com outra menina, de nome e idade não informados, também presente à delegacia na noite de ontem.

O advogado de Santos, Eduardo Antunes, afirmou que os dois rapazes e a moça deixaram a adolescente na casa e que não podem dizer se houve estupro em seguida. Antunes admite, no entanto, que Souza expôs foto da jovem no WhatsApp.

Jogador. Canhoto habilidoso, Santos é jogador de futebol profissional contratado pelo clube Boavista, de Saquarema, no Rio. Ao saber da suspeita de envolvimento do jogador com o estupro coletivo, o Boavista anunciou que poderá, em caso de comprovação de participação no crime, rescindir o contrato.

A situação de Santos no Boavista já não era muito tranquila. Na parte final do Estadual, o jogador chegou a ser afastado da equipe por atitudes interpretadas como indisciplinas pela diretoria, como atrasos e faltas a treinos. Morador do Morro da Barão, filho de um pastor evangélico e de uma empregada doméstica, é tido pelos colegas como um rapaz tímido.

Um dos acusados de divulgar as imagens do crime afirmou ontem, também por meio de seu advogado, que não sabia que a jovem havia sido violentada. O estudante Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, contou ter recebido a foto em um grupo de WhatsApp e, em seguida, compartilhou em sua conta no Twitter, já excluída.

“Ele brincou de maneira absurda. Faltou maturidade, não foi com intenção de causar vexame à garota”, disse o advogado Igor Luiz Carvalho, para quem “a família está arrasada”.

Além de Marcelo Correa e de Santos, já foram identificados os suspeitos Michel Brazil da Silva, de 20 anos, e Raphael Assis Duarte Belo, de 41. /IDIANA TOMAZELLI, FERNANDA NUNEs E SERGIO TORRES

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