Ex-policiais são condenados a 56 anos de prisão por estupros de mulheres em favela

Mulheres foram agredidas e obrigadas a manter relações sexuais com três agentes em barraco vazio na comunidade do Jacarezinho

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2017 | 19h09

RIO - Três ex-policiais militares do Rio de Janeiro foram condenados a 56 anos e 3 meses de prisão cada um por atentado violento ao pudor e estupro de três jovens moradoras da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. O crime ocorreu em 5 de agosto de 2014 e a sentença em primeira instância foi emitida em 5 de maio pela Auditoria da Justiça Militar. Em 26 de maio houve recurso tanto da defesa como da acusação. Ainda não há decisão em segunda instância.

Na noite do crime, os então policiais Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite e Anderson Farias da Silva faziam ronda a pé pela favela do Jacarezinho quando encontraram um grupo de usuários de crack.

Três mulheres - uma delas de 16 anos - estavam à procura da irmã de uma delas, usuária de crack, quando se depararam com os policiais. Os PMs ordenaram que elas fossem para um barraco vazio, onde foram agredidas e obrigadas a ficar nuas e a manter relações sexuais com os três policiais.

A juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros condenou cada um dos ex-policiais por nove crimes de estupro e nove de atentado violento ao pudor, sendo três como autor e seis como coautor. Um dos policiais era acusado também de roubar o telefone celular de uma das vítimas, mas acabou sendo absolvido.

Após a interposição dos recursos, abriu-se prazo para que o Ministério Público Militar (MPM) apresente os fundamentos de seu recurso. Depois a defesa deve se manifestar sobre o recurso do MPM e apresentar os fundamentos de seu recurso. Então será aberto novo prazo ao MPM para se manifestar sobre o recurso da defesa.

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