TV Estadão | 18.03.2015
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Explosão destrói apartamentos de prédio na zona sul do Rio

Quatro ficaram feridos, um em estado grave, um alemão morador da unidade onde houve o incidente no bairro nobre de São Conrado

Carina Bacelar, Danielle Villela e Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

18 Maio 2015 | 07h40

Atualizado às 20h22

RIO - Um homem ficou gravemente ferido durante explosão na cozinha de seu apartamento em São Conrado, bairro nobre da zona sul do Rio, às 5h40 desta segunda-feira, 18. Paredes de quatro dos 19 andares do Edifício Canoas, que tem 72 apartamentos, desabaram. Além do alemão Markos Bernard Maria Müller, de 51 anos, internado no Hospital Miguel Couto e submetido a cirurgia, três idosos passaram mal e precisaram ser atendidos por bombeiros. Todos foram liberados imediatamente.
A Defesa Civil Municipal informou que a explosão no apartamento 1.001 arrebentou os tetos e pisos do 1.101 e 901. Pelo buraco aberto, os escombros caíram sobre a cozinha do 801. Equipes da Secretaria Municipal de Conservação precisaram retirar os destroços para que a estrutura da edificação não fosse prejudicada. A Defesa Civil teve que escorar as paredes dos quatro apartamentos. O 1.101 e o 901 estavam vazios. 
Técnicos da prefeitura suspeitam que, pela ausência de incêndio, a explosão deve ter sido provocada por vazamento de gás. A causa será apontada em laudo da Polícia Civil, que investiga o acidente. Apesar de o subsecretário de Defesa Civil, Márcio Motta, afirmar que a estrutura não foi comprometida, os moradores só devem ser autorizados a voltar ao prédio a partir desta quarta. Na tarde desta segunda, eles só puderam buscar objetos de extrema necessidade. 
Segundo moradores, Markos Müller é pessoa “muito educada”, mas desconhecida da maioria dos vizinhos. Ele está no Brasil há três anos, inicialmente para trabalhar na preparação da Copa do Mundo. O apartamento era alugado. Vizinhos disseram que ele é empregado de uma empresa de engenharia. 

Ainda de acordo com os vizinhos, Muller tem um filho adotivo, que o visita constantemente. Acompanhado de uma mulher, o filho, que é criança, esteve no Miguel Couto, onde a vítima está no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Ele teve 50% do corpo queimado, informou a Secretaria Municipal de Saúde.
Com a explosão, destroços dos apartamentos caíram no playground e na piscina. A área infantil ficou coberta por fragmentos de vidro e concreto. Pedaços de uma máquina de lavar louça e de um aparelho de ar-condicionado despencaram de 30 metros de altura dentro da piscina e no prédio ao lado. Em todos os apartamentos, vidros quebraram com o impacto. 
Construído com mais três edifícios “gêmeos” nos anos 1970, o Canoas abriga famílias de classe média alta e tem 72 unidades padronizadas, todas com três quartos, varanda e 115 m². O aluguel médio custa em torno de R$ 3,5 mil. A unidade costuma ser negociada entre R$ 1,2 milhão e 1,4 milhão. A taxa de condomínio é de R$ 1.082 mensais.
Segundo o secretário de Coordenação de Governo, Pedro Paulo Teixeira, o condomínio está regular na prefeitura. As correções apontadas em vistoria feita no ano passado foram atendidas, disse Teixeira. 

Parentes. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) acompanhou o trabalho dos bombeiros e conversou com condôminos. “O importante é que tenham informações por parte das autoridades. São pessoas com mais condições. Têm sempre a casa dos parentes.” Ficar na casa de parentes por uma ou duas noites é o plano da maioria das pessoas. Morador do edifício Joá, ao lado do Canoas, Leonardo Teixeira decidiu sair de casa, por precaução. “As crianças acordaram assustadas, chorando. Vou esperar os resultados dos laudos e avaliar quando voltamos.” A veterinária Andreia Perry, de 55 anos, moradora do 16.º andar, avisou aos vizinhos que planeja ficar na casa da filha. As obras de reestruturação do prédio devem durar três meses e custar R$ 1,5 milhão.

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