Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Explosão em laboratório da UFRJ deixa feridos

Três pessoas ficaram feridas após explosão em laboratório da UFRJ na manhã desta quarta-feira, 15

Marcio Dolzan e Jessica Otoboni, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 13h06
Atualizado 15 Agosto 2018 | 19h03

RIO - Uma estudante e dois funcionários ficaram feridos por causa de uma explosão em um laboratório no prédio onde funcionam cursos de Engenharia Metalúrgica e Mecânica da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O incidente aconteceu na manhã desta quarta-feira, 15, no campus da Ilha do Fundão, na zona norte do Rio. A detonação aconteceu durante a manipulação de ácido nítrico.

O caso mais grave é da aluna de doutorado Isabela da Rocha Silva. Ela teve queimaduras provocadas pelo ácido em 20% do corpo, além de sofrer cortes no rosto, no pescoço e nas mãos. Dois servidores que trabalhavam no local, Nelson Aguiar e Osvaldo Freire, tiveram ferimentos na perna e no pescoço, provocados por estilhaços. A idade dos três não foi informada.

O trio foi encaminhado ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Fundão. De acordo com o diretor do hospital, Leôncio Feitosa, Nelson Aguiar foi medicado e liberado logo em seguido. Os demais permaneciam internados nesta quarta à tarde, e seus quadros de saúde eram considerados estáveis, sem maiores riscos.

O incidente ocorreu durante um experimento no Laboratório de Metalurgia, na sala de polimento de amostras. De acordo com o diretor administrativo da COPPE, Erickson Almendra, as causas ainda estão sendo apuradas. Mesmo assim, ele deu indícios do que pode ter acontecido.

“A sala não tem perigo algum, mas nós temos capelas (dispositivos de segurança com uma espécie de coifa usados para manipular objetos que emitem gases) onde é feito o polimento com ácido. Provavelmente o acidente se deu nessa região”, considerou. Ele disse ainda que a explosão não gerou chamas. “Todas as indicações são de que foi em termos de deslocamento. Os danos foram devido à fratura do vidro (da capela). Não houve uma explosão no sentido térmico.”

Alunos da instituição se assustaram com o barulho da explosão. Alguns relataram que já houve incidentes semelhantes, mas não com a mesma intensidade ou que tenham causado ferimentos. O próprio Almendra confirmou outros casos.

“Já houve outras explosões. Não são comuns, não devem ocorrer, mas já aconteceram no passado. Aqui no departamento, há mais de 25 anos, aconteceu um acidente muito similar a este.” As aulas no bloco onde ocorreu a explosão desta quarta foram canceladas. O local teve o acesso bloqueado. Apenas bombeiros e funcionários da COPPE puderam entrar para a realização de vistorias.

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