Fábrica clandestina de fogos explode e mata dois no Rio

Instalação funcionava numa residência; prédio desabou e equipes procuram por mais vítimas sob escombros

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

05 de janeiro de 2008 | 15h19

Pelo menos duas pessoas morreram e duas ficaram feridas na tarde deste sábado, 5, após a explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. A instalação funcionava numa residência, que abrigava também um depósito de fogos.   A explosão ocorreu por volta das 14 horas e, além do colapso da casa, provocou prejuízos em várias residências vizinhas, na Rua Capitão João Manuel, no bairro do Gradim. Muitas tiveram vidros  quebrados, paredes rachadas e telhados danificados. Um carro estacionado em frente à casa ficou destruído. Uma escada metálica do sobrado foi parar na esquina, atirada a 200 metros do imóvel. Um bloco de concreto foi encontrado no quintal de uma casa do outro lado da rua.   O número de vítimas pode ser ainda maior e as equipes de resgate ainda vasculham os escombros em busca de um terceiro corpo. Homens dos batalhões de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí foram mobilizados para o local. O trabalho é feito com cuidado porque ainda há risco de desabamento. A explosão provocou danos em pelos menos cinco casas vizinhas, sendo que a maioria delas teve paredes e telhados danificados.    A prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset (PDT), foi ao local acompanhar os trabalhos. Até o final da tarde, apenas um dos mortos havia sido identificado: Vítor Fróz dos Santos, de 26 anos. Uma das duas pessoas feridas foi uma jovem de 15 anos. Ela não estava no interior da casa e sofreu uma pancada na cabeça. Foi levada para o Pronto-Socorro Central da cidade e transferida para um hospital, mas seu estado não é grave.   Segundo o secretário de transportes e Serviços Públicos de São Gonçalo, Wagner Kennedy, a família de sete pessoas que morava no andar de baixo do sobrado conseguiu escapar, pois tinham saído para almoçar. "Eles contaram que nem eles sabiam da verdadeira atividade dos vizinhos. Pensavam que eles fabricavam artigos para festas. Infelizmente as pessoas não têm a dimensão do risco que uma atividade clandestina como essa representa", lamentou o secretário, que ajudava os bombeiros. A prefeitura prometeu apoio aos moradores que tiveram casas danificadas.   Texto ampliado às 19h30.

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