AP Photo/Silvia Izquierdo
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Falta de solução para caso Marielle é vergonha mundial, diz assessora sobrevivente do ataque

Em entrevista à TV Globo, jornalista disse que temeu pela sua vida após os assassinatos. Ela se refugiou na Espanha e na Itália. Crime completa um ano nesta semana

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2019 | 00h53

SÃO PAULO - A jornalista Fernanda Chaves, assessora da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março do ano passado, protestou contra a falta de solução para o caso em entrevista à TV Globo veiculada neste domingo, 10. "Não é possível que a gente vá continuar passando essa vergonha no mundo, que é o que está acontecendo agora, de não responsabilizar os criminosos por esse crime bárbaro", disse. 

Ela estava no carro com Marielle e com o motorista Anderson Gomes, que também morreu no ataque. Do momento, ela disse só se lembrar da rajada de tiros que matou a parlamentar e o motorista. Logo depois dos assassinatos, a assessora deixou o Brasil e viveu escondida na Espanha e na Itália, segundo relatou a reportagem.

O crime, no entanto, continuou afetando sua rotina. Após prestar depoimento à polícia, ela relatou que foi abaixada e abraçada ao advogado no banco de trás do carro, temendo um novo ataque. "Tinha impressão de que a qualquer momento viria uma rajada de metralhadora pela janela. Dentro da minha casa, eu não passava em frente à janela." 

O crime vai completar um ano na próxima quinta-feira, 14, e a polícia continua investigando o caso, que já teve diversas linhas de apuração, mas nenhuma que tenha levado a prisões até o momento. Suspeitos de ligação com os assassinatos chegaram a ser presos, mas por acusações de outros crimes.

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