Agência O Globo
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Falta de tornozeleiras atrasa liberação de acusados pela morte de cinegrafista no Rio

Fábio Raposo e Caio Silva de Souza foram autorizados pelo Tribunal de Justiça do Rio a deixar Complexo Penitenciário de Gericinó

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

19 Março 2015 | 18h55

RIO - Autorizados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) a deixarem a prisão nesta quarta-feira, Fábio Raposo Barbosa e Caio Silva de Souza, acusados de acender o rojão que, ao explodir, causou a morte do cinegrafista Santiago Andrade, no Rio, em fevereiro de 2014, não foram libertados até as 18h30 desta quinta porque não havia tornozeleiras eletrônicas disponíveis para a dupla usar. 

No fim da tarde, o desembargador Gilmar Augusto Teixeira, da 8ª Câmara Criminal, suspendeu a obrigatoriedade da tornozeleira, mas Souza e Barbosa ainda não haviam deixado o Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio.

Segundo a decisão inicial do TJ-RJ, Souza e Barbosa teriam de ser monitorados por meio eletrônico, com uso de tornozeleiras a serem fornecidas pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap). Mas o fornecimento das peças foi interrompido em dezembro de 2014 pelo fabricante, por falta de pagamento.

O TJ-RJ informou que o detento não pode ser prejudicado por esse problema estrutural e que, quando não há tornozeleira, a Seap envia ofício ao Tribunal de Justiça para dar ciência do problema. Um juiz então analisa o caso e determina a libertação do detento mesmo sem a tornozeleira, mas esse trâmite pode demorar horas ou dias.

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