Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Faltam 4,5 mil PMs e agentes carcerários

Novo comando terá de lidar com queixas crescentes de quem cuida da segurança

Roberta Pennafort Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2018 | 04h16

RIO -  O novo comando da Segurança do Rio terá de lidar com policiais e agentes penitenciários insatisfeitos. A principal demanda é pela regularização de salários e gratificações – as categorias ainda não receberam o 13.º salário de 2017. No caso dos presídios, um motim anteontem – o primeiro registrado em dez anos – e a afirmação dos servidores de que “não serão subservientes” à intervenção tornam o cenário mais tenso. 

Há ainda um déficit de funcionários na PM e no sistema penitenciário – faltam 2 mil PMs, segundo a Polícia Militar, e 2,5 mil agentes penitenciários, de acordo com a categoria – a secretaria não revela números.

Além do 13.º, os policiais se ressentem do atraso no pagamento dos serviços extras e dos benefícios do programa de metas. Também criticam o fato de o governo do Estado ter depositado o 13.º de 2016 com um ano de atraso sem que houvesse correção monetária e, ainda, se ressentem das más condições de trabalho de quem atua diretamente no combate à violência. Veículos de patrulhamento, coletes à prova de balas e armas estão sucateadas, afirmam. 

Como nas polícias, no sistema penitenciário, que conta com 51 presídios e tem 4.600 agentes para vigiar 51 mil presos, os servidores dizem se sentir tratados com descaso. 

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, afirmou ontem que a intervenção federal na segurança do Estado não implica o repasse de novos recursos para a área. O sucateamento da Polícia Militar e da Polícia Civil – que por causa da crise ficaram sem armas, carros, combustível e até papel – será resolvido pelo próprio governo e não pelo interventor. “Não vai entrar dinheiro nenhum para frota, para combustível, isso tudo estamos vencendo agora”, disse. “Mas a minha prioridade era pagar os salários dos policiais em dia. Acabamos de dar um aumento para todos eles. Agora vamos renovar a frota.”

O Diário Oficial do Estado publicou ontem a exoneração do delegado federal Roberto Sá, ex-secretário de Segurança, que pediu demissão na sexta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.