Maria Eduarda
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Família de jovem morta pede a governador lei que proíbe ação policial em áreas escolares

Maria Eduarda Ferreira, de 13 anos, foi atingida por bala perdida durante uma ação policial na zona norte do Rio; ela estava em aula na escola

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2017 | 14h59

RIO - A família da estudante Maria Eduarda Alves Ferreira, de 13 anos, morta a tiros no último dia 30 durante operação policial, se reuniu com o governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense. Emocionada, a mãe da estudante, Rosilene Ferreira, chegou ao local levando no pescoço as medalhas que a menina havia ganhado em competições de basquete. A família foi ao governador para pedir que seja aprovada lei que proíba a Polícia Militar de realizar operações em áreas próximas de escolas.
 
Também há possibilidade de que se discuta  indenização pela morte da estudante. Uma faixa foi estendida em frente ao Palácio Guanabara – “Maria Eduarda, esse caso está nas mãos de Deus”.

Laudo da perícia mostrou que pelo menos uma das balas que atingiu Maria Eduarda partiu da arma de um dos policiais que participaram da operação. O cabo Fabio Dias e o sargento David Centeno foram indiciados pela morte de Alexandre Santos Albuquerque e Júlio Cesar Ferreira de Jesus, acusados de cometerem crimes na Avenida Prefeito Sá Lessa, a 80 metros da escola.

Os policiais disseram que se sentiram ameaçados pelos suspeitos. Imagens gravadas por pessoas que estavam próximas ao local, porém,  mostraram que os dois homens estavam deitados no chão, já dominados, quando foram mortos.

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