Familiares de jovens mortos por policiais fazem protesto no Rio

Manifestação ocorreu em frente à sede do governo estadual; ciclistas também se reuniram no local para protestar contra violência

Fabio Grellet, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2015 | 13h39

RIO - Familiares e amigos de mais duas vítimas da violência no Rio de Janeiro fizeram um protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, em Laranjeiras, na zona sul, na manhã de ontem.

O estudante Gilson Pereira dos Santos, de 13 anos, e o carregador Anderson de Jesus Martins, de 24, foram mortos na última terça-feira durante uma operação da Polícia Civil no Morro do Dendê, na Ilha do Governador (zona norte).

Testemunhas afirmam que os dois estavam numa padaria comprando pães quando um helicóptero da polícia passou atirando. Eles se abrigaram no banheiro da padaria, mas dois policiais em terra viram e teriam ido até eles e disparado. Um policial civil já admitiu ter atirado contra eles, segundo a Divisão de Homicídios.

Depoimentos estão marcados para a próxima quarta feira. "Não tivemos nenhuma assistência do governo, nenhum pedido de desculpas do governador. Queremos ser recebidos, queremos que ele veja nossa dor", afirmou a mãe de Gilson, a auxiliar de serviços gerais Eliane Simplicio, de 43 anos. Mas nem ela nem qualquer outra pessoa do grupo foi recebida na sede do governo.

Ciclistas. Enquanto ocorria esse protesto, um grupo de aproximadamente 120 ciclistas que havia se reunido na Lagoa Rodrigo de Freitas chegou ao Palácio Guanabara para clamar por mais segurança. Eles deixaram suas bicicletas por cerca de 5 minutos no chão da pista da rua Pinheiro Machado, interditando o trânsito em frente ao palácio. Juntos, gritaram palavras de ordem por mais segurança na cidade. Depois os ciclistas foram até a sede da prefeitura para repetir o ato. 

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